Covid-19: subida de preços de máscaras não compromete fornecimento nos hospitais

Presidente da da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sublinhou que numa situação de emergência como a do surto de Covid-19, não se colocam questões de natureza financeira.

Os hospitais têm registado um aumento dos preços de material de proteção, como máscaras e luvas, mas o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) assegura que "não existirá restrição financeira" para a aquisição destes equipamentos.

"Tem-se observado um aumento dos preços praticados nesta área de proteção. Contudo, é importante tranquilizar a população. Os hospitais farão os possíveis para que esses materiais estejam sempre disponíveis em caso de necessidade", disse à agência Lusa Alexandre Lourenço.

Questionado sobre o impacto da despesa adicional nos hospitais, o presidente da APAH sublinhou que numa situação de emergência como a do surto de Covid-19, não se colocam questões de natureza financeira.

"O que é importante é que tenhamos todos os meios à nossa disposição", disse, assegurando que "não existirá restrição financeira" no Serviço Nacional de Saúde para que "todos os equipamentos sejam disponíveis em caso de necessidade".

Alexandre Lourenço adiantou que nesta situação há "naturalmente um efeito também de aumento da procura que tem influência sobre os preços praticados e aí também deve haver responsabilidade por parte dos fornecedores", uma responsabilidade que também é exigida aos hospitais.

"Numa altura em que estamos em crise e a preparar-nos para uma maior disseminação da doença (Covid-19) o que importa é tranquilizar a população e que a população saiba que os serviços de saúde estão a fazer os possíveis para dar a resposta que é exigida a todos os portugueses", sublinhou. "É para isso que estamos todos a trabalhar em conjunto e é o momento de união e de esforços para realmente conseguirmos enfrentar de forma capaz esta crise", rematou Alexandre Lourenço.

Nas farmácias, a procura por máscaras e desinfetantes cresceu 353,4% e 136,9%, respetivamente em fevereiro, segundo dados da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

"As farmácias portuguesas registaram um aumento na procura de máscaras e desinfetantes desde o início do ano, tendo passado de 92.528 embalagens de máscaras vendidas em janeiro para 419.539 em fevereiro, um crescimento de 353,4%. No mesmo período, a procura por desinfetantes subiu 136,9%", refere a ANF numa nota enviada à Lusa.

Comparando com igual período do ano passado, as máscaras registaram "um aumento exponencial" de 1.829%, salienta. O surto de Covid-19 - a doença provocada pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia - detetado em dezembro na China já provocou 3.407 mortos e já infetou mais de 100 mil pessoas em 91 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram. Portugal tem 13 casos confirmados de Covid-19, quatro dos quais confirmados esta sexta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido (três no norte do país e um em Lisboa).

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