Creches e escolas do 1.º ciclo registaram 47 surtos de Covid-19 em dez dias

Dados abrangem quase 5800 estabelecimentos de educação pré-escolar e mais de 4100 escolas do 1.º ciclo, tendo em conta que mais de metade dos alunos, dos outros graus de ensino, continuam em casa.

Desde que que retomaram o ensino presencial, as creches, estabelecimentos de ensino pré-escolar e escolas do 1.º ciclo registaram 47 surtos de Covid-19.

São dados avançados esta quinta-feira pela Direção-Geral de Saúde (DGS) ao jornal Público, que refletem um período de duas semanas, de 15 a 26 de março, excluindo as férias da Páscoa, em cerca de 9900 estabelecimentos de ensino.

Para o responsável pela Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, 47 surtos "um número relativamente baixo", diz à TSF.

Apesar disso, Filinto Lima afirma que os diretores estão preocupados com os surtos nas escolas e espera que a DGS esteja a monitorizar estes casos.

Em janeiro, antes das aulas serem suspensas, havia mais de o dobro de surtos ativos nas escolas, mas todos os alunos estavam na escola, quando no período agora analisado apenas 45% da comunidade escolar já tinha retomado o ensino presencial, o equivalente a cerca de 703 mil crianças.

Os 47 surtos representam um decréscimo de 40% face ao registado no dia 18 de janeiro, data do último balanço das autoridades de saúde, antes do novo confinamento, quando existiam nas escolas portuguesas 78 os surtos ativos.

Na última segunda-feira regressaram à escola mais de 520 mil alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e, se o plano de desconfinamnto não sofrer alterações, no dia 19 de abril é a vez de 320 mil estudantes do ensino secundário retomarem o ensino presencial.

Filinto Lima espera que "a manter-se a situação como está neste momento", os alunos do secundário possam regressar à escola dentro do previsto.

Filinto Lima lembra que a testagem nos estabelecimentos de ensino está a decorrer da melhor forma e lamenta que as escolas fiquem sempre com o ónus da culpa quando se trata de voltar a confinar.

As esplanadas reabriram na última segunda-feira e muitos foram aqueles que não seguiram as recomendações do uso de máscara. "Vimos fotografias que chocaram", condena Filinto Lima.

Nas escolas, "as regras são escrupulosamente cumpridas", assegura.

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