Crianças estão mais preocupadas com a saúde, sobretudo com a dos avós

O estudo revelou ainda que durante os dias de confinamento os pais nem sempre conseguiram perceber o que os filhos sentiam.

Um estudo do Instituto de Apoio à Criança concluiu que as crianças estão mais preocupados com a saúde, sobretudo com a dos avós. Até os investigadores chegarem a esta conclusão foram ouvidas mais de 800 famílias com crianças entre os quatro e os 18 anos, em abril e em maio desde ano.

Em tempo de pandemia, o estudo quis saber o que pensam e o que sentem as famílias em isolamento social e perceberam que 40 em cada cem crianças confessa estar preocupada com a saúde e, entre elas, mais metade está preocupada com a saúde dos avós.

Fernanda Salvaterra, uma das coordenadoras do estudo, confessa-se surpreendida com esta conclusão: "As notícias que eram veiculadas falavam nos perigos para as pessoas mais velhas, mas fiquei um pouco surpreendida com estes valores mais elevados mesmo até do que os próprios pais. É de valorizar este papel que as crianças têm na vida das crianças."

O estudo revelou ainda que durante os dias de confinamento os pais nem sempre conseguiram perceber o que os filhos sentiam. A investigadora não consegue ainda dizer se no futuro vamos ter crianças mais ansiosas, mas acredita que parte disso depende dos pais.

"A grande conclusão é que a ansiedade dos pais está correlacionada com a ansiedade das crianças, ou seja, pais ansiosos, pais deprimidos, pais stressados têm crianças mais ansiosas", adianta.

O Instituto de Apoio à Criança tenciona repetir o mesmo estudo em outubro para perceber como evoluiu a situação.

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