Crises de cefaleias e enxaquecas aumentaram com o uso de máscara

Dos cerca de 5 mil inquiridos, mais de metade desenvolveu cefaleias após o uso prolongado de máscaras.

Desde o início da pandemia que se suspeita da influência do uso de máscara no agravamento de algumas doenças. Um estudo feito pela primeira vez em Portugal, da autoria da Sociedade Portuguesa de Cefaleias e da Migra - Associação de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, concluiu que mais de metade dos inquiridos teve mais dores de cabeça depois de começar a usar regularmente esse equipamento de proteção individual.

Dos cerca de 5 mil inquiridos, 56% desenvolveu cefaleias após o uso prolongado de máscaras. Desses, quase 90% atribui o início das crises a essa utilização. Madalena Plácido, presidente da Migra, adianta que "cerca de metade das pessoas que responderam ao questionário tiveram um novo tipo de crises que também poderão estar associadas à utilização de máscaras durante um período prolongado".

A presidente da Associação de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias revela que o inquérito vem corroborar aquela que era a perceção dos doentes e dos médicos, que verificaram uma degradação do estado de saúde da população. "Os doentes que já costumam ter várias crises falam desse efeito de estarem pior e o resto das pessoas à volta, nomeadamente entidades patronais, acabam por não acreditar e este estudo vem demonstrar que de facto parece existir este efeito, não é uma invenção", sublinha.

Madalena Plácido alerta que, com este estudo, não se pretende que as pessoas deixem de usar máscara, esse equipamento é "essencial", assegura. No entanto, a presidente da Migra aconselha a "encontrar estratégias alternativas, como o teletrabalho, a hidratação, não ter períodos de jejum prolongado e fazer pausas frequentemente para tirar a máscara num sítio que é seguro fazê-lo", para atenuar as crises de enxaqueca e cefaleias.

A doença afeta cerca de um milhão e meio de portugueses e provoca uma dor incapacitante que pode ter outros sintomas associados.

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