Deixar de usar máscara na rua? "É prudente não relaxarmos demasiado"

Investigador do Instituto de Medicina Molecular avisa, em declarações à TSF, que o alívio das medidas deve ser bem ponderado.

O país deve ponderar adiar o relaxamento das medidas restritivas, incluindo o uso de máscara na rua. A opinião é de Miguel Castanho, investigador do Instituto de Medicina Molecular.

António Costa apontou a segunda fase de levantamento das restrições para 5 de setembro, momento em que já seria possível andar na rua sem máscara. No entanto, o especialista entende que esse alívio das medidas deve ser bem ponderado.

"É prudente, neste momento, não relaxarmos demasiado as medidas, incluindo as medidas do uso de máscara. É necessário, de facto, rever essa expectativa de abrandamento de algumas medidas porque não podemos arriscar chegar ao início do outono e ter a circular entre nós esta quantidade de vírus", explicou à TSF Miguel Castanho.

O investigador sublinha que a evolução da pandemia durante o verão está a ser pior do que o esperado.

"Os números demonstram que a situação não está a melhorar da forma prevista, temos de nos lembrar que estamos no pico do verão. Esta era a altura, de todo o ano, em que esperaríamos estar melhor para aquilo que se conhece da tipologia dos vírus respiratórios. Esta deveria ser a fase em que o vírus teria mais dificuldade e poderíamos ambicionar reduzir o número de casos praticamente a zero ou muito poucos", afirmou o investigador do Instituto de Medicina Molecular.

Miguel Castanho avisa que o inverno pode ser complicado se Portugal não conseguir, em simultâneo, terminar o plano de vacinação e diminuir o número de casos.

"Se chegarmos ao início do outono com o plano de vacinação completo e com quantidades muito baixas de vírus em circulação podemos esperar um inverno tranquilo, mas se não conseguirmos completar o plano de vacinação nem reduzir muito a quantidade de vírus em circulação pode esperar-nos um outro inverno difícil. O que temos a fazer neste momento é pôr um grande foco no plano de vacinação tal como ele estava concebido e não ter grandes distrações com vacinações secundárias, como as terceiras doses e a vacinação das crianças. Temos de nos concentrar muito em completar o plano de vacinação tal como estava planeado e, depois, reduzir muito o número de casos diários", acrescentou Miguel Castanho.

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