"Deixem-nos trabalhar, precisamos de ajuda"

São centenas de trabalhadores da restauração que saíram do Norte do país e vão a caminho de Lisboa para participar na manifestação desta tarde, organizada pelo movimento cívico Pão e Água.

A escolha deste dia é simbólica: é a data a partir da qual a restauração pode pedir ao Estado o apoio de 20% das receitas perdidas. Trabalham na área da restauração, dizem que estão a morrer e na mala de um dos oito autocarros que saíram do Porto transportam um caixão fúnebre branco. António Pinho é proprietário de um restaurante. "Despedir será o cenário mais real daqui a pouco tempo, não temos outra hipótese, e com a ajuda de 20% estão a tentar encostar-nos à parede para que não tenhamos armas para lutar, mas nós não vamos parar."

Luís Alves também decidiu deslocar-se a Lisboa. É proprietário de um bar com bowling, e é um dos casos em que a a medida de apoio excecional às empresas da restauração não tem qualquer efeito. "É uma esmola e no meu caso é zero, porque este ano trabalhei dois meses, faturei zero..."

Manuel Moura é dono de um dos restaurantes mais antigos da cidade do Porto e pede medidas concretas ao Governo. "Basta reduzir o IVA até ao fim de 2021 para 6%, a TSU a 50%, são apoios que ajudam a manter os postos de trabalho."

Alberto Cunha ainda não despediu ninguém, tem um restaurante e sabe que não pode contar com os habituais jantares de natal. Confessa que a incerteza é grande. "Para já consegui aguentar todos os funcionários, mas em janeiro não sei como vai ser. Só estamos a pedir que nos deixem trabalhar."

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