Depois da Champions, os Santos? ARS Lisboa acredita que não haverá festas populares

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa acredita que a Câmara de Lisboa vai esclarecer a população de que não haverá festejos dos Santos Populares.

As imagens de multidões de milhares de adeptos nas ruas do Porto, a propósito da final da Liga dos Campeões, fez levantar dúvidas junto de quem pede que não haja dois pesos e duas medidas, exigindo que os Santos Populares se realizem. O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa, Luís Pisco, considera, contudo que, "é demasiado cedo para começar a cantar vitória", e diz acreditar que a Câmara de Lisboa vai esclarecer a população de que não haverá festejos dos Santos Populares.

Por isso, defende Luís Pisco, é preciso manter os cuidados adotados até agora: "Penso que toda a gente está ciente de que a vacinação tem sido um sucesso, que nos vai resolver seguramente muitos problemas, mas não resolve tudo. Portanto, a última coisa que se poderia fazer era abandonar as máscaras, abandonar a distância física, a higiene das mãos."

Para Luís Pisco, é preciso "dar o exemplo e não fazer estas situações que aparecem na televisão e que acabam por constituir um péssimo exemplo para todos numa altura em que temos de estar muito atentos à pandemia, porque ela ainda não acabou".

"O tempo de reação tem de ser muito curto"

No mesmo plano, a pneumologista Raquel Duarte, que tem apoiado o Governo no plano de desconfinamento , defende que é preciso garantir no futuro que, em eventos como o que aconteceu no Porto, as regras são respeitadas: "Aquilo que aconteceu não devia acontecer. Aquilo que era importante no futuro é, perante eventos desta dimensão."

Para Raquel Duarte, "quando se faz planeamento destes eventos podem surgir surpresas, mas o tempo de reação tem de ser muito curto."

"Se há surpresa face àquilo que foi planeado, tem de haver rapidamente um ajuste da estratégia de forma a garantir que o controle é efetuado e que as medidas que nos vão permitir continuar no caminho certo da liberdade, nesse sentido de levantamento contínuo das medidas restritivas, é feito em segurança", sustenta.

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