Desconfinamento a ritmos diferentes. Saiba quais os concelhos que não avançam e os que recuam

António Costa informou que a próxima fase do desconfinamento vai avançar para a maior parte do território nacional, mas há concelhos que vão ficar "congelados" e outros que vão regredir nas medidas.

Após reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros, António Costa adiantou que a próxima fase de desconfinamento vai avançar na próxima segunda-feira para "a generalidade do território português", mas chamou à atenção para os treze concelhos com taxa superior a 120 casos por cem mil habitantes, pela primeira vez, "que têm de ter atenção ao desconfinamento", apesar de avançarem no plano.

"É preciso ter atenção aos concelhos populosos, como Vila Franca de Xira, Valongo e Famalicão, onde a taxa de incidência tem um risco particular", notou.

Há sete concelhos (Alandroal, Albufeira, Beja, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela) que continuam a estar com 120 casos por cem mil habitantes, comparando com a avaliação quinzenal anterior, "pelo que não passaram para a próxima fase de desconfinamento", mantendo as restrições atualmente em vigor.

"Faço votos para que o esforço possa ser conseguido", disse.

Há quatro concelhos (Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior) que continuam acima dos 240 casos por cem mil e voltam à fase anterior, o que significa que "recuam para as regras que vigoravam na primeira fase de desconfinamento". Na prática, nestes quatro concelhos, "têm de encerrar na próxima segunda-feira" ginásios, museus, galerias de artes e espaços semelhantes, tal como as lojas entretanto abertas voltam a poder funcionar apenas com venda ao postigo e também as esplanadas voltam a fechar.

"Estas medidas não são castigo, são adotadas para a segurança de cada uma das pessoas", garantiu.

Para além dos sete concelhos que ficam "congelados" e dos quatro que regridem, oito concelhos (Borba, Cinfães, Figueiró dos Vinhos, Lagoa, Ribeira de Pena, Soure, Vila do Bispo e Vimioso) avançam no desconfinamento, enquanto outros 13 (Aljezur, Almeirim, Barrancos, Mêda, Miranda do Corvo, Miranda do Douro, Olhão, Paredes, Penalva do Castelo, Resende, Valongo, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Famalicão) estão em alerta.

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O primeiro-ministro explicou que este é um esforço para conter a pandemia, "para não desperdiçar o que foi feito". "Temos de continuar a fazer este esforço, o processo de vacinação tem vindo a decorrer de forma normal. No final de abril, toda a população com mais de 70 anos vai estar vacinada", assumiu.

O primeiro-ministro alertou que Portugal "tem de continuar a batalha", mesmo que a população vacinada deve manter as regras, como o distanciamento e uso da máscara.

Por último, António Costa notou que "a generalidade do país vai avançar no plano de desconfinamento a partir de segunda-feira".

"Há 13 concelhos a quem peço particular atenção, e têm de sair dessa zona nos próximos 15 dias. Há sete concelhos que ficam no atual plano, e quatro recuam", explicou.

"A forma que temos de garantir que o país continua numa boa direção e a poder, a cada 15 dias, dar um novo passo em frente" é cumprir as regras, destacou o primeiro-ministro.

Os concelhos que não vão avançar no desconfinamento vão ter de trabalhar com o Governo para conter as cadeias de transmissão.

"Cumprimos as regras para poder ir sempre avançando", afirmou também o primeiro-ministro, que quer "evitar a quarta vaga" da pandemia em Portugal.

O contexto "é difícil", reconheceu, porque há cada vez mais variantes "que têm suscitado várias surpresas" - a maior das quais a britânica -, e é preciso ter "todas as cautelas".

"Temos de procurar todos trabalhar para um verão seguro e ter umas férias com a tranquilidade que merecemos", apelou.

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