"Descongelar carreiras e valorizar profissionais." Governo já negoceia com enfermeiros

Presidente do Sindicato dos Enfermeiros diz que existem alguns temas que o Ministério da Saúde não pode ignorar.

Depois das estruturas que representam os médicos, também o Ministério da Saúde já está a negociar com os enfermeiros e mais grupos profissionais se vão juntar ao processo. O presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SE), Pedro Costa, conta que a primeira parte das negociações deverá estar concluída em setembro.

Já sobre os contornos do entendimento com o Governo, Pedro Costa diz que existem alguns temas que o Ministério da Saúde não pode ignorar.

"Não podemos ter profissionais da enfermagem com 30 anos a ganhar exatamente o mesmo dinheiro que profissionais que iniciam funções. É necessário descongelar as carreiras e valorizar o que os profissionais fazem. Os enfermeiros foram fundamentais, a trave-mestra neste processo da pandemia e, acima de tudo, há problemas antigos que devem ser resolvidos na possibilidade de continuarmos a ter os problemas que tivemos ao longo destes anos todos e, principalmente, nos meses de verão. Temos várias reuniões agendadas até à conclusão do processo negocial, cuja primeira parte pretendemos que esteja concluída em setembro", explicou à TSF Pedro Costa.

Esta quarta-feira à tarde, o Ministério da Saúde tem conversa agendada com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP). Em cima da mesa vai estar a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde.

Os representantes sindicais vão pedir, ainda, que seja considerada a criação de uma outra carreira, a de assistente técnico na saúde, para os funcionários administrativos. José Abraão, dirigente do SINTAP, diz que estas duas medidas farão justiça aos milhares de trabalhadores que cumprem estas funções.

"O Sintap vai negociar a carreira de técnico auxiliar de saúde que, esperamos, possa abranger todos os assistentes operacionais na saúde, onde a maior parte ganha o salário mínimo nacional apesar de terem 30 ou 35 anos de serviço. É uma injustiça gritante. Ao mesmo tempo vamos propor que não seja vista só a carreira dos técnicos auxiliares de saúde, mas também os técnicos administrativos. Temos aqui alguma expectativa de uma carreira nova, mas queremos que abranja também todos os trabalhadores e não apenas alguns", acrescentou José Abraão.

O SINTAP estima que entre 20 mil a 30 mil trabalhadores poderão beneficiar da criação de duas novas carreiras na função pública, na área da saúde, a começar pela valorização social e pela possibilidade de promoções ao longo da atividade profissional.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de