Desfile de 25 de Abril volta este ano à Avenida da Liberdade com percurso mais curto

A decisão foi concertada pela comissão promotora do 25 de Abril, com os partidos de esquerda e a CGTP, mas não foi consensual.

Depois da interrupção do ano passado, o desfile de 25 de Abril volta este ano à Avenida da Liberdade. O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, adianta ao Diário de Noticias que a decisão está tomada.

A decisão foi concertada pela comissão promotora do 25 de Abril, com os partidos de esquerda e a CGTP, mas não foi consensual. A UGT decidiu não alinhar, por entender que ainda não é o tempo de voltar às manifestações de rua. A Associação de aposentados, pensionistas e reformados também prefere ficar de fora.

Mas o regresso do desfile na Avenida da Liberdade é apoiado pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, os Verdes e a CGTP.

O presidente da associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, avança ao Diário de Noticias que depois de o desfile ter sido suspenso, no ano passado, devido à pandemia, este ano as comemorações regressam à Avenida, embora em versão reduzida.

À TSF, Vasco Lourenço adianta que a Comissão promotora já tem um plano para o desfile, que já foi comunicado à Direção-Geral da Saúde, à PSP e à Câmara de Lisboa. "Estamos a tentar criar condições para que o número de pessoas a desfilar não crie problemas e cumpra as regras sanitárias. A ideia é fazer filas de seis pessoas distanciadas dois metros entre si, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores", explica.

Vasco Lourenço apela para que "as pessoas não acorram à Avenida da Liberdade para uma manifestação descontrolada" e conta com a experiência da CGTP para garantir o respeito pelas regras de segurança impostas pela pandemia. "Eles têm bastante experiência e esperemos que consigam dar conta do recado e é evidente que as autoridades é que terão de ver se isso é possível também", acrescenta.

As conversas decorrem entre a DGS, a PSP e a câmara de Lisboa, mas Vasco Lourenço está convencido que o desfile do 25 de abril vai mesmo avançar.

O Diário de Noticias garante que a decisão foi concertada pela comissão promotora do 25 de Abril, com os partidos de esquerda e a CGTP, mas a UGT decidiu ficar de fora. Ouvido pela TSF, Carlos Silva, secretário-geral da UGT, explica o que leva a central sindical a não participar. "Entendemos que não estão reunidas as condições de segurança até porque estamos em estado ainda de emergência em vigor", explica.

Carlos Silva acrescenta que "a UGT não vai mobilizar ninguém no sentido de descer a Avenida da Liberdade, mas isso não quer dizer que a UGT seja contrária ao desfile". O secretário-geral da UGT fala num risco desnecessário, lembrando que a pandemia ainda não acabou.

Em vez descer até ao Rossio, o percurso é encurtado. Irá do Marquês até aos Restauradores e cumprindo todas as regras de segurança, impostas pela pandemia.

Para isso, a comissão promotora do 25 de Abril está em conversações com a DGS, a PSP e a câmara de Lisboa.

O certo é que o desfile vai para a frente e no dia 25, na 3ª fase de desconfinamento, se entretanto não houver marcha atrás no plano de governo.

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