Desmaios e pré-desmaios na vacinação contra Covid-19 são apenas stress

Infarmed fala em "fobia de agulhas". Quem tem histórico de desmaios e pré-desmaios deve fazer esse alerta no centro de vacinação contra a Covid-19.

O Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, conclui que os desmaios durante a vacinação contra a Covid-19, como aqueles que ocorreram em Mafra a meio de julho, são apenas sintomas de stress.

A explicação está no último relatório sobre notificações de suspeitas de reações adversas em Portugal no processo de vacinação contra o SARS-CoV-2.

O documento detalha que este é um dos cinco tipos de reações adversas sob atenção das autoridades de saúde, em particular com a vacina da Janssen.

Os episódios de síncopes (desmaios), pré-síncopes (quase desmaios), hiperventilação e hipersudorese (excesso de suor) são "reações conhecidas e não graves que podem surgir como respostas de stress à vacinação (e não às vacinas), em particular, como resposta psicogénica a uma injeção com agulha", naquilo que normalmente se classifica como "fobia de agulhas".

Os casos anteriores podem manifestar-se antes, durante ou após a vacinação e é "um fenómeno mais recorrente em adultos jovens do sexo masculino" e a literatura citada pelo Infarmed (norte-americana e referente a situações com a vacina da Janssen) refere a possibilidade de ocorrerem de "forma agrupada, num curto espaço de tempo e num mesmo local de vacinação", tal como aconteceu a 14 de julho em Mafra com um grupo de jovens.

O Infarmed diz que os profissionais de saúde nos centros de vacinação estão preparados para estas situações, nomeadamente na prevenção de lesões causadas por desmaio.

Todas as pessoas "com história prévia de síncope (desmaio) ou lipotimia (pré-desmaio, sem perda de consciência), ou com sensação de ansiedade no momento da vacinação, devem sinalizar esse facto junto da equipa de profissionais de saúde do centro de vacinação, para que possam ser devidamente acompanhados".

Além do conselho anterior, o Infarmed desvaloriza e explica que no espaço económico europeu apenas se registaram, até hoje, 282 casos de suspeitas de síncope apesar de terem sido administradas cerca de 9 milhões de doses da vacina da Janssen - é "um acontecimento raro ou subnotificado, em virtude de se reconhecer tratar-se de uma associação meramente colateral com a vacina".

Os casos portugueses, segundo a autoridade nacional do medicamento, "parecem ser potenciados por alguma desinformação acerca do tema (referindo por vezes um potencial problema de qualidade, que se provou inexistente), bem como por fenómenos locais de stress onde a ocorrência pontual de alguns destes casos acaba por gerar um contexto de apreensão coletiva".

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