Devem as crianças do 1.º ciclo usar máscara no regresso às aulas?

Escolas vão oferecer máscaras comunitárias aos alunos, mas uso não será obrigatório. A decisão cabe aos encarregados de educação.

Encarregados de educação e diretores das escolas estão divididos relativamente ao uso de máscara por crianças do 1.º ciclo no regresso às aulas presenciais, na próxima segunda-feira.

O Ministério da Educação deu indicações às escolas para comprarem kits com três máscaras comunitárias para entregar aos alunos, mas estas não são obrigatórias para crianças com menos de dez anos.

Cabe aos encarregados de educação decidir se cada criança deve, ou não, usar a máscara na escola.

Em declarações à TSF, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Jorge Ascenção, revela que têm chegado à confederação preocupações por parte de pais que são contra o uso da máscara no 1.º ciclo.

Este tipo de proteção "não traz grandes vantagens às crianças pequenas" - já que o risco de contágio é menor - e "há todo um impacto ao nível emocional", já que as crianças gostam de correr, saltar e brincar e podem não se sentir tão à vontade de máscara, aponta.

Já o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, lembra que o uso de máscara até ao quarto ano é "uma opção", mas já fazia parte das práticas.

"Muitos alunos do 1º. ciclo já se apresentavam nas escolas com as máscaras porque os pais aconselhavam. Mantém-se o mesmo paradigma", nota.

O plano de desconfinamento "a conta-gotas", aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, prevê que as crianças das creches assim como os alunos do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo regressem já na próxima segunda-feira às escolas.

O primeiro-ministro António Costa anunciou que, depois da Páscoa, a 5 de abril, os alunos do 2.º e 3.º ciclo voltam a ter aulas presenciais e, a 19 de abril, será a vez dos alunos do secundário e do ensino superior.

Durante a apresentação do plano de desconfinamento, António Costa salientou várias vezes que o calendário apresentado pode, a qualquer momento, ser alvo de mudanças caso a situação pandémica se volte a agravar.

Notícia atualizada às 9h48

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