DGS define grupos prioritários para vacinação preventiva contra Monkeypox

Norma foi atualizada e divulgada esta terça-feira.

Homens que têm sexo com homens, pessoas trans, em profilaxia pré-exposição para o VIH e profissionais de saúde com elevado risco de exposição ao vírus Monkeyox são alguns dos grupos abrangidos para a vacinação preventiva.

Os grupos elegíveis para a vacinação preventiva foram definidos pela Direção-geral da Saúde na norma relativa à vacinação humana por vírus Monkeypox, atualizada e divulgada esta terça-feira, e envolvem "pessoas com risco acrescido" de contrair a infeção.

Passam a ser elegíveis para vacinação homens que têm sexo com homens (HSH), pessoas trans, em tratamento preventivo contra o vírus da imunodeficiência humana (PrEP para VIH) e diagnóstico de, pelo menos, uma infeção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, refere a DGS.

Fazem também parte destes grupos HSH que vivam com VIH e diagnóstico de pelo menos uma infeção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, HSH e pessoas trans envolvidas em sexo comercial, homens que fazem sexo com homens com imunossupressão grave.

Os profissionais de saúde, com elevado risco de exposição, envolvidos na colheita e processamento de produtos biológicos de casos de infeção, também fazem parte da estratégia de vacinação preventiva, segundo a norma da DGS.

De acordo com a autoridade de saúde, "a estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade".

Leia a norma da DGS na íntegra:

"Vacinação contra o vírus Monkeypox passa a ser usada para prevenir doença

A Direção-Geral da Saúde atualizou hoje a Norma 006/2022 da DGS relativa à vacinação humana por vírus Monkeypox, de forma a prever a vacinação preventiva de pessoas com risco acrescido, além dos contactos de casos.

Assim, podem ser vacinadas as pessoas com idade superior ou igual a 18 anos que preencham os seguintes critérios:

Homens que têm sexo com homens (HSH), mulheres e pessoas trans, em tratamento preventivo contra o vírus da imunodeficiência humana (PrEP para VIH) e diagnóstico de, pelo menos, uma infeção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses;

HSH que vivam com VIH e diagnóstico de pelo menos uma IST nos últimos 12 meses;

HSH e pessoas trans envolvidas em sexo comercial;

HSH com imunossupressão grave (segundo a Norma);

Profissionais de saúde, com elevado risco de exposição, envolvidos na colheita e processamento de produtos biológicos de casos de infeção.

A estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade, conforme ponto 11, alínea a), da Norma 006/2022.

Tendo em conta o aumento da procura desta vacina globalmente, foi autorizada a administração de dose reduzida da vacina por via intradérmica, em contexto de uso de emergência, maximizando o número de doses disponíveis."

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