DGS esclarece que intervalo entre doses foi encurtado para 150 dias

Graça Freitas esclarece que até agora só era possível receber a dose de reforço para maiores de 65 anos 180 dias após a dose anterior, sendo que agora esse prazo é reduzido, podendo variar entre os 150 e os 180 dias.

A diretora-geral da Saúde esclareceu esta quinta-feira que o intervalo entre a segunda e a terceira dose da vacina contra a Covid-19 foi encurtado para um mínimo de 150 dias, equivalente a cinco meses, em vez dos atuais 180.

A alteração do intervalo entre as duas doses foi hoje anunciada por Graça Freitas, que na sua intervenção inicial afirmou que esse período se encontra "atualmente entre os 150 e os 180 dias", ou seja, entre cinco e seis meses.

Posteriormente, em declarações à agência Lusa, a responsável esclareceu que até agora só era possível receber a dose de reforço para maiores de 65 anos 180 dias após a dose anterior, sendo que agora esse prazo é reduzido, podendo variar entre os 150 e os 180 dias.

Outra das alterações anunciadas para este grupo de utentes, que abrange também profissionais de saúde, do setor social e bombeiros, é a inclusão das pessoas que tendo estado infetadas com o SARS-CoV-2 receberam uma dose da vacina depois de recuperadas.

Graça Freitas anunciou também que as pessoas a partir dos 18 anos que receberam a vacina contra a Covid-19 da Janssen vão poder receber uma dose de reforço após 90 dias da administração da primeira.

"Essas pessoas vão fazer um reforço, aqui com um período diferente, 90 dias depois de terem levado a última dose", resumiu, explicando que neste caso não há qualquer limitação de idade, sendo elegíveis todas as pessoas a partir dos 18 anos que receberam aquela vacina de dose única. Graça Freitas adiantou que são elegíveis cerca de um milhão de pessoas.

Esta dose de reforço será da vacina da Pfizer ou da Moderna.

A nova norma da vacinação para maiores de 18 anos que tenham recebido a vacina da Janssen será publicada ainda hoje.

As medidas representam uma resposta ao aumento do número de casos de infeção pelo SARS-CoV-2 em Portugal, em linha com a estratégia que Graça Freitas considerou ser a mais importante: "vacinar, vacinar, vacinar".

"É a melhor forma de nos protegermos e de passarmos o inverno mais seguros e mais tranquilos", sublinhou a diretora-geral da Saúde, apelando para a vacinação de todos aqueles que ainda não receberam a 1.ª dose ou estão elegíveis para o reforço.

Em declarações à TSF, Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, saudou o encurtamento do intervalo entre doses, dado que permite reforçar a imunidade mais cedo, em particular numa altura sensível do ano.

"Vem facilitar o processo de vacinação de um maior número de pessoas com a dose de reforço num período de tempo mais curto", assinala o especialista. O período de seis meses faria com que o reforço só pudesse ser administrado "no ano que vem" a pessoas que, com esta alteração, vão poder ser vacinadas "mais cedo e num período em que o reforço é importante".

Ainda assim, os dados "não indicam que haja uma proteção inferior se o reforço for feito cinco meses - em vez de seis meses - depois da segunda dose".

Nos últimos dias, Portugal tem registado um número crescente de infeções diárias, tendo ultrapassado as duas mil novas infeções hoje e na quarta-feira.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.122.682 mortes em todo o mundo, entre mais de 254,95 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.295 pessoas e foram contabilizados 1.115.080 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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