DGS recomenda vacinação contra monkeypox nos primeiros quatro dias após contacto

Portugal recebeu 2700 doses da vacina contra a varíola dos macacos.

A Direção-Geral da Saúde publicou, esta terça-feira, uma norma em que recomenda a vacina contra a varíola dos macacos a todos os que tiveram contacto próximo com infetados, uma vez que a inoculação pode prevenir ou atenuar a infeção humana pelo vírus.

"Idealmente, a vacinação deve ser realizada nos primeiros quatro dias após o último contacto próximo com um caso, podendo esse período ir até 14 dias se a pessoa se mantiver sem sintomas. Os contactos próximos deverão ser indicados após a notificação de um caso suspeito para que sejam contactados individualmente e emitida declaração para a vacinação num dos pontos de vacinação definidos por cada região de saúde. As autoridades de saúde reforçam a importância da identificação de pessoas que estiveram em contacto próximo com os casos diagnosticados, com a máxima celeridade, de forma a que possa ser orientada a vacinação", pode ler-se no comunicado da DGS.

Portugal recebeu 2700 doses da vacina contra a varíola dos macacos, doadas pela Comissão Europeia. Os últimos dados semanais da Direção-Geral da Saúde, divulgados a 8 de julho, indicavam que em Portugal estavam confirmados 473 casos de infeção humana pelo vírus monkeypox, reportados em todas as regiões do continente e na Madeira.

Segundo a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

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