"Direto para o cemitério. Enterrem-se os mortos. Cuide-se dos vivos"

Presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas está preocupado: "Velórios continuam a ser feitos, em casa ou nas capelas, juntando grupos, contra as orientações da DGS".

Carlos Almeida, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas afirma, em entrevista à TSF, que as famílias continuam a pedir para que os corpos sejam colocados em jazigos ou sepulturas perpetuas quando o correto , com a pandemia da Covid 19, seria cremar ou sepultar. A Direção Geral da Saúde recomenda a cremação.

Outro motivo de preocupação é a insistência das famílias na realização dos tradicionais funerais, com exéquias fúnebres nas capelas e com velórios que às vezes até acontecem nas residências, com vários familiares e amigos.

Carlos Almeida afirma que os agentes funerários não conseguem ter voz ativa para contrariarem a família dos defuntos e alguns sacerdotes também fecham os olhos. É por isso que o presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas afirma que não pode haver complacência das autoridades.

Carlos Almeida disse à TSF que está também preocupado com o eventual esgotamento da capacidade de frio nas morgues se houver um número elevado de óbitos com a pandemia. Os funerais devem ser rápidos mas a tramitação burocrática por vezes demora e é por isso que defende a criação de um espaço que pode ser "uma tenda" erguida em pelo menos um cemitério de cada concelho para preservar com dignidade os corpos.

Carlos Almeida refere que há mais de cinco mil cemitérios em Portugal, dos quais 80 % geridos por Juntas de Freguesia que na maioria dos casos nâo têm condições para o fazer.

No caso de Lisboa, o presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas elogia a autarquia que proibiu os funerais para sepulturas perpétuas e jazigos, nesta fase em que todos os corpos são tratados como se fossem vítimas da infeção pelo novo coronavírus.

Por isso os corpos não estão a ser preparados nem vestidos sendo apenas colocados num saco.

Carlos Almeida, nestas declarações à TSF, criticou quem remete para as funerárias a responsabilidade pela limpeza das capelas mortuárias, quando são utilizadas, afirmando ter na sua posse um oficio de um presidente de Câmara a dar essas instruções que não são aceites pela Associação Nacional de Empresas Lutuosas.

Carlos Almeida afirma que está também a ser muito complicado o repatriamento de pessoas falecidas no estrangeiro, devido às restrições ao tráfego aéreo. Em Espanha, por exemplo, o corpo de um português espera há 15 dias pela derradeira viagem para o país, para ser sepultado.

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