Diretores das escolas querem gerir entrega de computadores aos alunos

Relatório do Tribunal de Contas revela que mais de 60% dos estudantes só vão receber os computadores prometidos pelo Governo no próximo ano letivo.

Os diretores das escolas querem passar a gerir a entrega de computadores aos alunos para os fazer chegar às famílias com necessidade mais urgentes. Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas revela que mais de 60% dos estudantes só vão receber os computadores prometidos pelo Governo, para o ensino à distância, no próximo ano letivo.

A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas explica que há muitos pais que têm recusado os computadores e, à TSF, ​o ​​​​​​vice-presidente, David Sousa, garante que tinham todas as condições para fazer uma melhor seleção das famílias prioritárias.

Em muitas das escolas, "os computadores não foram todos levantados", acabando por ser transferidos para outros locais. Os diretores defendem, então, que faria mais sentido "os equipamentos serem atribuídos às escolas", que depois fariam a sua gestão.

As escolas "conseguem ter a perspetiva" das necessidades, tanto em contexto de sala de aula como fora dela, ao permitir que um aluno leve o computador para casa, se necessário, algo que permitiria que os equipamentos escolares fossem mais do que "veículos de formalização da entrega a cada pai".

O relatório divulgado pelo Tribunal de Contas termina com uma série de recomendações ao ministro da Educação, entre elas a de que é preciso, por exemplo, que o Governo faça um plano estratégico de substituição dos meios digitais ultrapassados que existem nas escolas, algo com que os diretores concordam.

Um dos principais problemas identificados pelos responsáveis é lentidão do acesso à internet, que precisa de ser "robusto", em contraste com as limitadas larguras de banda que existem neste momento e que "fazem com que haja bloqueios permanentes".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de