Dirigentes escolares querem regime misto. "Há todas as condições para os alunos se manterem na escola"

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares acredita ser possível avançar para uma estratégia de aulas alternadas em casa e na escola, e pede ao Governo que considere tornar pessoal que trabalha na educação prioritário para receber a vacina.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares defende uma solução mista entre o ensino presencial e à distância. Para Manuel Pereira, representante da associação, "há todas as condições para os alunos se manterem na escola, nomeadamente os alunos do pré-escolar, primeiro ciclo e segundo ciclo".

Uma abordagem híbrida prende-se, justifica Manuel Pereira, "por todas as razões e até pela necessidade que os encarregados de educação têm de ter os seus filhos na escola".

"Admitimos também que há condições para o terceiro ciclo e secundário se manterem na escola, mesmo pensando que, nesta fase tão complicada e difícil, pode ser necessário encontrar uma solução mista, isto é, em que os alunos possam ir à escola semana sim, semana não, ou dia sim, dia não, para evitar a sobrecarga nos transportes públicos e nas escolas", adiantou Manuel Pereira, ouvido no Fórum TSF.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares assinala que o que deve ser feito, por isso, é garantir as condições necessárias em recinto escolar. Uma das medidas solicitadas pelos dirigentes escolares é a vacinação prioritária do pessoal docente e não docente dos estabelecimentos de ensino, sustenta Manuel Pereira.

"Precisamos que o Governo assuma, de uma vez por todas, que a classe docente e a que trabalha nas escolas são pessoas de risco, e é preciso que seja pensada a possibilidade de serem considerados prioritários no processo de vacinação", solicita o porta-voz da associação que representa os diretores das escolas. "A nós compete ajudar a defender o país, defendendo a economia e garantindo o bem-estar das crianças e dos jovens."

Se os alunos do ensino secundário tiverem de ficar em casa, terão este ano mais computadores. O ministro da Educação revelou na terça-feira que foram encomendados mais 335 mil computadores, a juntar-se aos cem mil que já foram distribuídos.

Manuel Pereira confirma que as entregas ao secundário já foram finalizadas, para os alunos que beneficiam do escalão da ação social escolar. "O Governo já distribuiu todos os computadores aos alunos do ensino secundário, apoiados pela ação social escolar", mas "não cumpriu a outra parte, de entregar aos alunos do ensino básico", aponta Manuel Pereira. No plano do ensino básico, o processo já começou, mas grande parte do país continua de fora.

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