Doenças cardíacas e renais aumentam risco no combate à pandemia. Idade é fator determinante

Uma investigação mostra que as doenças cardíacas e renais são as que apresentam maior risco, mas a idade tem o papel mais alarmante.

Um estudo realizado aos primeiros 20 mil doentes com Covid-19 em Portugal, mostra quais são as doenças que complicam o combate à pandemia. Ainda assim, há um fator determinante na taxa de mortalidade: a idade.

As doenças cardíacas são as que representam maior perigo nas pessoas infetadas pelo novo coronavírus, mas o risco também é elevado em relação a doentes renais ou com Parkinson. O caso já é diferente quando se fala dos diabéticos, ao contrário do que se pensava.

No caso dos diabéticos, Paulo Jorge Nogueira, investigador auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, ouvido pelo Público e pelo Jornal i, afirma, no entanto, que é necessária mais informação.

O investigador alerta que a questão da diabetes tem de ser bem estudada. O estudo em causa analisa apenas os dados sobre os primeiros 20 mil infetados em Portugal, ou seja, números referentes ao final de abril.

Os cientistas admitem que esperavam que estas doenças afetassem mais profundamente os doentes Covid, mas o que o estudo confirma é o grande peso da idade: quem tem mais de 55 anos enfrenta um maior risco de mortalidade.

O investigador da Universidade de Lisboa sublinha que é diferente combater a doença com 40, 60 ou 80 anos. Abaixo dos 55 anos, o risco de morte é bastante residual.

Paulo Jorge Nogueira afirma, por isso, que a idade pode ter uma importância colossal. Ter mais anos de vida pode significar mais complicações, mesmo que não tenha outros problemas de saúde.

O estudo já publicado na revista Journal of Clinical Medicine revela também que as pessoas infetadas que não sofram de outra doença, têm duas vezes menos probabilidade de morrer por Covid-19.

Os investigadores chegaram a uma outra conclusão. Seja qual for a idade, os homens enfrentam maior risco de morte do que as mulheres. Elas têm uma resposta imunitária mais forte, e menos complicações de saúde associadas. Há ainda um outro fator: as mulheres vão mais depressa do que os homens a um médico e têm mais cuidados de higiene.

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