"Doentes oncológicos estão esquecidos, são necessários dois anos para recuperar"

Hoje arranca mais um peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Vítor Veloso lamenta que estes doentes tenham sido esquecidos.

O presidente do núcleo regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro está convencido que a mortalidade relacionada com a doença vai continuar a aumentar.

Vítor Veloso sublinha que estes doentes continuam esquecidos e prevê que sejam necessários dois anos para recuperar. "Não sejamos enganados, está muito lentamente a recuperar, mas a recuperação vai demorar muito tempo. Esperemos que não venha outra vaga de Covid-19, senão a situação do doente oncológico será ainda mais difícil não só na acessibilidade, porque os médicos de família têm outras tarefas para fazer, os hospitais ficam atulhados e cada vez com menos profissionais. Há ainda problemas nos meios de diagnóstico que estão muito atrasados e tudo isso interfere com os diagnósticos, com os tratamentos. Não tenho dúvidas de que nos próximos dois anos a mortalidade por cancro vai aumentar".

Vítor Veloso lamenta que o Governo não tenha sido capaz de reestruturar o sistema de saúde."Tenho muita pena que o governo não tenha feito um esforço para neste futuro mais próximo ter feito uma reestruturação ou criado uma task force para uma recuperação mais rápida. Dizem que os hospitais têm meios suficientes, mas penso que não".

Arranca hoje o peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o cancro. Durante os próximos quatro dias, até 1 de novembro, cerca de 15 mil voluntários participam nesta campanha. Vítor Veloso, presidente do núcleo regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, diz que esta é a mais importante fonte de financiamento da instituição.

"Há muitas pessoas que pensam que o estado nos ajuda, mas o estado não dá um tostão à Liga. Tudo aquilo que fazemos é à custa dos donativos da população", sustenta.

Vítor Veloso apela à participação de todos os portugueses, sublinha que são cada vez mais os pedidos de ajuda de doentes para fazer face a despesas de primeira necessidade

"Quer para pagar alugueres de casa, eletricidade, comida, refeições... recebemos muitos pedidos de ajuda. As pessoas não se apercebem, mas esta é uma realidade. Só com a ajuda de todos conseguimos estar mais próximo do doente oncológico, ajudar e lutar pelos seus direitos"."

O peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro arranca esta sexta-feira e está na rua até ao dia 1 de novembro. Também é possível contribuir online, através da página na internet da instituição.

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