Dois anos depois de Borba, "nada foi feito em relação às pedreiras de norte a sul"

A Federação Portuguesa dos Sindicatos de Construção, Cerâmica e Vidro considera que, em matéria de segurança, pouco foi feito desde essa altura.

Dois anos depois do acidente na pedreira de Borba, que vitimou cinco pessoas, a Federação Portuguesa dos Sindicatos de Construção, Cerâmica e Vidro considera que, em matéria de segurança, pouco foi feito desde essa altura.

"Nos momentos imediatos ao acidente houve um conjunto de decisões, mas, desde o acidente até agora, o que se tem assistido é que houve medidas para vedar um conjunto de pedreiras, houve medidas para repor alguma sinalização - que nem tem a ver com questões de segurança, tem que ver com informação da própria pedreira - mas, infelizmente, concluímos que para a parte dos trabalhadores e da segurança em geral, de há dois anos para cá, mais nada foi feito em relação às pedreiras de norte a sul", explica Nuno Gonçalves à TSF.

O sindicalista considera que devia haver mais fiscalização da Autoridade para as Condições do Trabalho para sensibilizar trabalhadores, mas sobretudo patrões.

"Devia haver uma aposta numa verdadeira fiscalização, não no sentido de forçar a implementação de medidas pela via da repressão, mas pela sensibilização aos trabalhadores, mas, principalmente, às entidades patronais", sustenta.

Neste caso de Borba, o Ministério publicou deduziu acusação contra oito arguidos, entre eles o presidente e vice-presidente da autarquia, o diretor regional de economia da altura e a sociedade que tem a exploração da pedreira. Os arguidos são acusados de crimes de homicídio e violação das regras de segurança. A fase de instrução do processo começa a 3 de dezembro.

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