Incêndio na Serra da Estrela tem perímetro de 160 quilómetros e 90% está dominado

Vento está a aumentar de intensidade desde a madrugada e poderá propiciar projeções ao longo do dia.

O vento, cuja intensidade tem vindo a aumentar desde a madrugada, é a principal preocupação da Proteção Civil no combate ao incêndio na Serra da Estrela esta quarta-feira, numa altura em que cerca de 90% do perímetro do fogo está dominado.

Num briefing feito ao final da manhã, o comandante nacional da Proteção Civil, André Fernandes, disse que este incêndio, considerado muito violento, tem um perímetro de 160 quilómetros e que 90% está dominado, mas ainda com duas frentes a preocupar.

Uma que se situa entre a Quinta da Atalaia, Teixoso e Orjais. E outra no concelho da Guarda que, neste momento, apresenta vários pontos quentes, ou seja, "oportunidades de abertura de incêndio, caso haja reativações", frisou o responsável.

André Fernandes alertou que a extensão deste incêndio exige uma "grande atenção" e disposição dos meios no terreno para evitar que surjam reativações.

A prioridade da Proteção Civil para esta quarta-feira é conter a frente que mais preocupa e que tem 4,5 quilómetros, e que vai exigir "grande esforço", e garantir a consolidação e vigilância ativa de todo o perímetro atingido pelo fogo.

O comandante nacional informou ainda que este incêndio causou ferimentos leves em 21 pessoas e graves em três. Além disso, outras 46 pessoas foram assistidas.

Sobre os três bombeiros de Odivelas que sofreram um acidente e que tinham sido hospitalizados em estado considerado grave, André Fernandes adiantou que todos já tiveram alta, encontrando-se a recuperar em casa.

Num ponto de situação feito à RTP a partir da Covilhã, o comandante operacional Elísio Oliveira adiantou que, apesar de o trabalho feito durante a noite ter resultado de forma "muito satisfatória", o incêndio continua ativo e que dada a extensão da área atingida pelo fogo, há "muitos pontos quentes que carecem de uma intervenção assertiva".

Mas os que mais preocupam são dois. Um na zona a norte de Orjais, "onde estamos a concentrar grande parte dos meios aéreos" e outro já no concelho da Guarda, próximo de Famalicão, onde também já estão meios a atuar.

"São pontos quentes que, com o vento que vamos ter ao longo do dia, poderão obrigar-nos a ter uma maior atenção", disse o responsável.

Admitindo que a subida da temperatura é também uma preocupação, Elísio Oliveira sublinhou que o vento será o principal problema no combate às chamas. "Será aqui o inimigo ao longo do dia", afirmou. "Preocupa-nos porque o efeito que vai ter nestes pontos quentes poderá efetuar projeções", acrescentou.

Nesta fase, adiantou ainda, a Proteção Civil está a reposicionar os meios de acordo com o planeamento e a fazer uma reavaliação para as próximas 12 horas.

O comandante operacional sublinhou ainda a preocupação com o descanso dos operacionais, por forma a ter o máximo de efetivo disponível operacional durante o período mais crítico.

"Estamos a tentar descansar estes elementos para que tenhamos o máximo do efetivo disponível operacional durante o período mais crítico", disse.

A combater o incêndio na Serra da Estrela, que deflagrou no dia 6, estão 1257 operacionais, auxiliados por 397 viaturas e 13 aeronaves.

Notícia atualizada às 12h30

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