Droga ou imigração ilegal? Pela segunda vez num mês, surgiu um barco fantasma abandonado à entrada do Sado

Embarcações rápidas custam dezenas de milhares de euros e mal se detetam nos radares.

A Polícia Marítima voltou a encontrar uma lancha de alta velocidade abandonada à entrada do rio Sado, em Tróia, perto de Setúbal.

Esta é a segunda embarcação fantasma detetada no mesmo sítio - a última tinha sido há exatamente um mês, a 9 de junho - e, mais uma vez, existiam cerca de 150 bidões de combustível por perto.

O Comandante da Polícia Marítima de Setúbal, Alcobia Portugal, explica à TSF que o alerta foi dado por pescadores pouco depois do nascer do sol e a situação é muito semelhante, quase igual, à do mês passado.

"Uma embarcação abandonada, com motores potentes, algum material abandonado como roupas e bastante combustível. Numa primeira análise não detetamos nada de ilegal, mas sabemos que há um grande potencial para atividades ilícitas pois são embarcações não identificadas, sem registo de propriedade, que estão em território nacional de forma ilegal", explica o comandante.

Esta falta de registo também acontecia, aliás, na embarcação detetada na mesma zona há um mês e a Polícia Marítima admite que podemos estar perante tráfico de droga ou casos de imigração ilegal, apesar das investigações continuarem em curso pela Polícia Judiciária.

"Sabemos que pode ser usada para ir buscar ou levar algo ilegal... Com grande probabilidade está associada a algo que não é legal", explica Alcobia Portugal que não coloca nenhuma hipótese de parte.

"Não temos a certeza do que está aqui a acontecer", detalha, e não se descarta a hipótese de imigração ilegal apesar de não se conhecerem, até hoje, casos deste tipo tão a Norte de Portugal Continental.

Estes barcos fantasmas, cada um deles com três motores potentes, custam dezenas de milhares de euros e facilmente escapam aos radares.

Segundo Alcobia Portugal, são embarcações muito discretas e muito difíceis de detetar, quer pela cor escura que se camufla de noite, quer pela falta de qualquer luz ou identificação, bem como por serem embarcações muito baixas que facilmente escapam aos radares devido à curvatura do planeta.

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