"É perverso. A grande franja dos reclusos não está vacinada" 

Presidente da Associação Sindical de Chefias Corpo da Guarda Prisional diz que ainda há muitos reclusos por vacinar, ao contrário dos guardas.

A vacinação contra a Covid-19 dentro das prisoes está a avançar de forma mais lenta do que na generalidade do país, alerta o presidente da Associação Sindical de Chefias Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP).

Em declarações à TSF, Herminio Barradas conta que vacinação está assegurada para presos considerados "mais vulneráveis e frágeis", assim como para os inimputáveis, "mas a grande franja dos reclusos não está vacinada."

Falta ainda vacinar uma série de funcionários que trabalham diariamente em establecimentos prisionais, como "fornecedores de alimentação, clínicos, professores e encarregados ocupação laboral".

No caso dos guardas, a grande maioria já recebeu a vacina. Houve quem recusasse ser vacinado e a tutela entendeu que aqueles que estavam de falta suspensa e que já tinham tido Covid-19 também não seriam vacinados.

"Estarem vacinados uns e não estarem vacinados outros - que estão ao cuidado do Estado (...) - não faz sentido", condena Herminio Barradas. "É perverso."

Há 20 mil pessoas ligadas aos establecimentos prisionais em Portugal, entre trabalhadores, reclusos e jovens internados em centros educativos.

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