Eça de Queirós no Panteão Nacional? É "umas das três grandes figuras da nossa literatura"

Carlos Reis, professor catedrático da Universidade de Coimbra e especialista em estudos queirosianos, enaltece a iniciativa do PS, que quer a trasladação de Eça de Queirós para o Panteão Nacional, porque "acrescenta justiça a um dos grandes escritores da nossa língua e da nossa literatura".

"Trata-se de uma consagração." O professor catedrático da Universidade de Coimbra Carlos Reis aplaude a iniciativa do PS, de recomendar a transladação de Eça de Queirós para o Panteão Nacional, quando passam 120 anos sobre a morte do autor d' "Os Maias".

Eça de Queirós está sepultado no jazigo da família, em Santa Cruz do Douro, no concelho de Baião, mas o PS quer que o escritor tenha honras no Panteão, em homenagem a "uma obra ímpar e determinante da literatura portuguesa".

O especialista em estudos queirosianos Carlos Reis fala num reconhecimento justo e merecido. "Não vou dizer que não acrescenta nada; acrescenta notoriedade pública, acrescenta reconhecimento e acrescenta justiça a alguém que é, de facto, um dos grandes escritores da nossa língua e da nossa literatura", comenta o professor catedrático.

"Se é tarde ou se é cedo, tudo isso é muito relativo. Apetece-me dizer neste caso, e perdoar-se-á o prosaísmo, mais vale tarde
do que nunca."

Carlos Reis sublinha a atualidade de Eça de Queirós, que continua a ser um dos escritores portugueses mais lidos, mesmo no século XXI. "Eça continua a ser lido. Entre os nossos escritores do século XIX, é inquestionavelmente o mais lido, e sem ser necessariamente por obrigação escolar, basta ler o seu trajeto editorial ou a sua fortuna crítica, a presença em tradução para muitas línguas..."

Na perspetiva do professor, as honras de Panteão Nacional são devidas a Eça, que considera, juntamente com Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões, "umas das três grandes figuras da nossa literatura".

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