Gebalis também foi alvo de buscas da PJ em Lisboa

Além da EMEL e da Assembleia Municipal de Lisboa, a empresa Gebalis também foi alvo das buscas desta quarta-feira.

A Gebalis - Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa foi uma das empresas municipais alvo esta quarta-feira de buscas da Polícia Judiciária (PJ), que recolheu documentos relacionados com "prestações de serviços" iniciados há dez anos, disse à Lusa fonte da empresa.

"Confirmamos que a sede da Gebalis foi hoje, 30 de março, alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária, tendo sido recolhida documentação referente a prestações de serviços à empresa, iniciadas há sensivelmente 10 anos", lê-se numa resposta escrita enviada à Lusa pelo Gabinete Comunicação e Imagem da Gebalis - Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa.

A empresa disse ainda que a administração não tem "nada mais a acrescentar sobre esta matéria" e que cabe à PJ "comunicar o que entender".

A PJ revelou que executou esta quarta-feira 11 mandados de busca não domiciliária relacionados com contratos de consultadoria celebrados entre empresas municipais e juntas de freguesia com empresas privadas, havendo suspeitas de corrupção e recebimento indevido de vantagem.

Além da Gebalis, fontes da EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa e da Assembleia Municipal de Lisboa confirmaram à Lusa que as sedes das duas entidades foram alvo de buscas.

A polícia referiu, em comunicado, que executou 11 mandados de busca não domiciliária para recolher "prova relacionada com as práticas criminosas sob investigação", no âmbito de um inquérito dirigido pela 1.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa.

"Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de recebimento indevido de vantagem, corrupção e participação económica em negócio", indicou, acrescentando que a investigação incide sobre a celebração de contratos de consultoria entre empresas municipais de Lisboa, as juntas de freguesia de Santa Maria Maior, Misericórdia e São Vicente, e empresas privadas.

A execução dos mandados foi realizada através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, com o apoio da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática, e acompanhada por um juiz de instrução criminal, bem como por magistrados do Ministério Público.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), disse que esta manhã estiveram na autarquia inspetores da Polícia Judiciária, que pediram "documentação específica, a qual foi facultada".

O autarca remeteu para mais tarde explicações sobre o assunto através de comunicado.

Em declarações à Lusa, a presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira (PS), revelou que os elementos da PJ que estiveram nas instalações da junta pediram informações "sobre dois contratos" celebrados "nos dois mandatos anteriores" com uma empresa de consultadoria.

"Disponibilizámos a informação e cópia dos contratos", afirmou a autarca, acrescentando que a empresa em causa prestou serviços de apoio jurídico.

Carla Madeira adiantou ainda que os contratos foram celebrados nos seus primeiros dois mandatos como presidente da junta, não tendo sido renovado para o atual mandato: "Já não precisávamos dos serviços deles, uma vez que [a junta] tinha meios próprios".

A Lusa tentou contactar a presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, Natalina Moura (PS), mas sem sucesso.

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