Fecho de centros estava previsto. Pessoas em situação de sem-abrigo "serão encaminhadas para outras respostas"

Comunidade Vida e Paz assinala que já houve tempo para pensar e criar melhores estruturas de resposta que garantam "muita dignidade".

A diretora da Comunidade Vida e Paz (CVP) acredita que a câmara municipal de Lisboa terá acautelado novos alojamentos para as pessoas em situação de sem-abrigo que utilizam os centros de alojamento de emergência municipal (CAEM) que vão fechar: a Pousada da Juventude, em Moscavide, e a Casa dos Direitos Sociais, em Marvila. Este último ainda não fechou por não haver solução para as pessoas que acolhe.

Em declarações à TSF, Renata Alves explica que a decisão de encerramento dos centros, que surgiram "temporariamente" durante a pandemia, já estava prevista, e entretanto "foi possível criar outro tipo de centros", como a Unidade Integrativa ou o Quartel de Santa Bárbara, em Arroios, com o objetivo de "receber as pessoas que tinham sido acolhidas" nos centros de emergência Covid.

Todas as pessoas que estavam nos dois centros "serão encaminhadas para outras respostas, essa sempre foi a preocupação da Câmara Municipal de Lisboa", acredita a diretora da CVP. "Por exemplo, tivemos ainda neste verão o encerramento do Casal Vistoso e as pessoas foram encaminhadas para outras respostas, portanto espero que estes encerramentos sejam articulados para que as pessoas não fiquem sem uma resposta", explica.

Embora não conheça as condições dos centros que vão encerrar, e que admite poderem não ser as "adequadas" por terem sido criados "de forma relâmpago", Renata Alves assinala que já vou tempo para pensar outras estruturas e criar condições "para que as pessoas possam de facto estar num centro com muita dignidade", de que diz ser exemplo a "Unidade Integrativa para Pessoas em Situação de Sem-abrigo" (UIPSSA), da CVP.

Dois dos quatro centros de acolhimento de emergência de sem-abrigo que abriram durante a pandemia em Lisboa vão ser encerrados, por falta de "condições dignas", anunciou o presidente da câmara, Carlos Moedas.

O ministério da Segurança Social garante, numa resposta à TSF, que está a acompanhar a situação e assinala que a responsabilidade pelas respostas locais é das autarquias.

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