"É como se fossem descartáveis." Enfermeiros de Portimão e Faro em greve esta quinta-feira

Paralisação abrange os profissionais que trabalham nos hospitais e nos Centros de Saúde da região do Algarve.

Os enfermeiros dos Hospitais de Portimão e de Faro vão estar em greve entre as 8h00 desta quinta-feira e as 00h00 de sexta-feira, numa ação convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Em comunicado, o sindicato acusa a administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve e a Administração Regional de Saúde de não terem dado resposta aos pedidos urgentes de reunião que lhes foram endereçados.

Esta greve acontece depois de, em abril, os enfermeiros terem realizado manifestações semanais, designadas "quintas-feiras da indignação", e de terem chegado a entregar um abaixo-assinado com mil assinaturas em que exigem a aplicação da progressão salarial.

Nuno Manjua, o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses no Algarve, afirmou que um dos motivos da greve foi, por exemplo, a existência de "enfermeiros que trabalham há 20 anos para estas instituições e que aguardam aquilo que lhes foi prometido pelas administrações dos centros hospitalares e pela ARS do Algarve, que era a progressão na carreira, e isso não aconteceu."

"Há também outros problemas a resolver, como questões relacionadas com o pagamento dos enfermeiros que trabalharam durante a Covid, que fizeram a vacinação e ainda não receberam", acrescentando que os enfermeiros querem "os dias de folga que têm por gozar", reivindica.

O coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses no Algarve revelou que, em 2019, a progressão na carreira foi prometida a "cerca de 100 enfermeiros em centros de saúde e mais de 400 no Centro Hospitalar do Algarve".

Esta greve, segundo Nuno Manjua, "é não só para a valorização do trabalho dos enfermeiros, mas é, também, contra a indiferença e o desrespeito das administrações", porque, apesar de "pedirem tudo" aos profissionais, agora "nem sequer querem reunir com o sindicato para resolver os problemas", explica, referindo que o tratamento faz crer que os enfermeiros são "descartáveis".

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