Enfermeiros do Algarve contestam encerramento de centros de vacinação e desorganização no processo

"Desorganização e desorientação" são a palavras encontradas pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses para definir o que está a acontecer no Algarve.

Os enfermeiros contestam a decisão de encerrar alguns centros de vacinação no Algarve, remetendo os utentes para "espaços confinados e/ou sem condições de atendimento", como é o caso de S. Brás de Alportel, Faro, Tavira e Portimão "onde os utentes esperam de pé, ao sol e à chuva e sem distância de segurança".

O facto de os centros de vacinação terem encerrado nalgumas localidades está a provocar constrangimentos nos centros de saúde. Além disso, algumas pessoas elegíveis para a 3.ª dose de vacinação chegam a receber informações para se vacinarem em três dias diferentes.

Nuno Manjua do Sindicato dos Enfermeiros considera que os centros de vacinação nunca deviam ter encerrado. Ao contrário dos centros de saúde, "são espaços amplos, onde há uma sala de espera e uma sala de recobro".

Os enfermeiros do Algarve afirmam também que durante a vacinação massiva feita no verão à população, em vez de serem pagos pelas horas realizadas em regime de acumulação, pagaram-lhes em regime de contrato de mobilidade, o que significou um montante menor.

"Exige-se respeito, consideração e valorização", escreve o sindicato num comunicado. Os enfermeiros exigem ainda autonomia para as instituições contratarem profissionais rapidamente e em melhores condições. " Caso contrário, quem estará cá para dar resposta às necessidades das populações?", questionam.

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