"Escapou." Matos Fernandes esqueceu-se da taxa da celulose mas admite criá-la

Ministro do Ambiente admite que ao elaborar o Orçamento esqueceu-se da taxa dos madeireiros e empresas de celulose reivindicada pelo Bloco de Esquerda, mas afirma que ainda há tempo para a criar.

O ministro do Ambiente admite criar a taxa da celulose na discussão do Orçamento do Estado em especialidade.

O mea culpa de Matos Fernandes surgiu em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda Nelson Peralta, que afirmou que "a taxa da celulose e sobre as atividades intensivas nas florestas ficou em caminho nenhum". O bloquista acrescentou que a taxa "constava do Orçamento do ano passado, não foi aplicada, e desapareceu da proposta de Orçamento para 2020".

Na réplica o ministro admitiu que "não consigo dizer de outra forma: escapou ao novo responsável das florestas na elaboração do Orçamento deste ano". Esse responsável é ele próprio.

Matos Fernandes insistiu: "não consigo dizê-lo com maior humildade do que esta" e abriu a porta à criação da taxa: "venha a proposta de vossas excelências, estamos muito a tempo", realçou, prometendo que "certamente que essa autorização legislativa será cumprida sem qualquer esquecimento por parte do atual responsável por esta matéria".

A taxa sobre as empresas de celulose e madeireiros chegou a constar do Orçamento para 2019 mas nunca foi criada.

Compra de carruagens do metro do Porto assinada na próxima semana

Matos Fernandes revelou que a compra de 18 carruagens para o metro do Porto vai ser assinado dentro de poucos dias: "ainda hoje tivemos a boa notícia que não houve contestação judicial da decisão", afirmou, sublinhando que "o contrato para a aquisição será assinado na próxima semana".

A operação vale cerca de de 50 milhões de euros. A vencedora do concurso foi a chinesa CRRC.

A notícia surge um dia depois de ficar a saber-se, através do ministro das Infraestruturas e Habitação, que a compra de 22 comboios regionais para a CP foi impugnada em tribunal por uma empresa que perdeu o concurso. O ministro Pedro Santos admitiu que a providência cautelar pode trazer demora ao processo.

Orçamento do ministério cresce, só que não

Na audição conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças, Ambiente, Energia e Ordenamento do território, Economia, Inovação, Obras Púlicas e Habitação, e Agricultura e Mar, Matos Fernandes sublinhou que o aumento do Orçamento do ministério que lidera pode enganar: "o Orçamento deste ano cresce 13% quando comparado com o do ano passado, mas não nos entusiasmemos com este número", alertou. Matos Fernandes explicou que "o Orçamento é semelhante ao do ano passado, estes 13% resultam essencialmente das novas competências que o ministério agora tem", referindo-se assim à pasta das florestas, que é agora tutelada por si.

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