Fica em Alcanena a melhor escola da Europa para estudar ciência

Nesta escola, os estudantes do ensino secundário participam em projetos de investigação para responder a problemas locais, tais como os desperdícios industriais, fertilizantes e biocombustíveis.

Nota máxima. É em Alcanena, no distrito de Santarém, que se localiza o agrupamento de escolas com o selo de qualidade do STEM School Proeficient, atribuído pela União Europeia. O estabelecimento de ensino recebeu a melhor classificação entre um coletivo de mil escolas. Esta é a primeira vez que a distinção é concedida.

O Agrupamento de Escolas de Alcanena é, de acordo com o jornal Público , que avança com a notícia, tem uma "cultura enraizada" de ensino das ciências e tecnologias. Há cerca de uma década que os alunos entram em contacto com a investigação científica, e, desde os cinco anos, envolvem-se em atividades para aprender Física.

O agrupamento possui um Clube da Ciência e um Clube da Programação. Nesta escola, os estudantes do ensino secundário participam em projetos de investigação para responder a problemas locais, tais como os desperdícios industriais, fertilizantes e biocombustíveis.

Já a piscar o olho ao ensino superior, os estudantes chegam mesmo a frequentar congressos para apresentar os seus artigos, e estabelecem parcerias com universidades, como a Nova de Lisboa, de Coimbra e politécnicos de Leiria e Santarém.

Mas o título não é a única distinção da Escola de Alcanena: o agrupamento é um dos três embaixadores de uma colaboração com o Centro Ciência Viva do Alviela no país.

Quanto à classificação da UE, há ainda cinco escolas a receber o distintivo de "competente": agrupamento de escolas Cidade do Entroncamento, Escola Secundária de Loulé, agrupamento de escolas de Odemira, Escola Profissional de Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil e Escola Profissional de Almada.

Ana Cláudia Cohen, diretora do agrupamento, explica à TSF que a escola já tem instituído há muitos anos o ensino da ciências e tecnologias, que, com a flexibilidade curricular, passou a chegar a todos os alunos. "Temos projetos na área das ciências e tecnologias desde o pré-escolar até ao 12.º ano", aponta.

"Os projetos desenvolvem-se, nomeadamente no ensino secundário, e os alunos vão aos laboratórios dessas instituições ou de centros tecnológicos para validar as suas pesquisas e as hipóteses que colocam para resolver problemas da comunidade", refere ainda a diretora da escola.

Contra o facilitismo, Ana Cláudia Cohen sublinha que a flexibilidade curricular está ao serviço da "produção de conhecimento e da aprendizagem de qualidade".

"Quando são eles a identificar o problema, quando são eles a investigar, quando são eles a planear, quando são eles a analisar, a interpretar, a demonstrar e a comunicar os resultados à comunidade, não desligam, estão sempre a estudar e a inter-relacionar as diferentes áreas", constata a representante do agrupamento.

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