Escolas querem encerrar. Saúde "é que não é possível reverter"

A FENPROF e a FNE não têm dúvidas: o momento para encerrar as escolas é agora, sob pena de aumentar os casos de infeção a um ponto que gere um grande prejuízo de mortes.

A educação recupera-se, as mortes não. Mário Nogueira e João Dias da Silva consideram inevitável a suspensão das atividades letivas presenciais.

João Dias da Silva, da Federação Nacional da Educação, lembra que "a FNE tem sublinhado sempre a necessidade de ouvirmos os especialistas, entendemos que deve ser seguida essa orientação". O responsável garante que não se baseia em opiniões de leigos. "O que ouvimos dos especialistas, neste momento, neste contexto, é necessário proceder à suspensão das atividades letivas", sustenta.

O representante da FNE considera que a Tutela deve tentar fazer contas à interrupção das aulas e avaliar "que medidas podem compensar os efeitos desta interrupção". As medidas poderão passar pela adaptação do período de férias e pela mudança da data de fim do ano letivo.

Já o secretário-geral da FENPROF revela que em todo o país há escolas que já estão a trabalhar à distância. "Em Palmela, há 70 turmas em casa", começa por exemplificar. Há ainda 13 escolas encerradas devido a surtos, e, em Beja, só numa escola, há 17 turmas em casa. Também em Torres Vedras, há 49 turmas que foram encaminhadas para casa.

Mário Nogueira dá conta, portanto, de uma situação híbrida "que já nem é o ensino presencial e já não é organizada uma resposta de ensino à distância".

"Isto é uma confusão", garante o secretário-geral da FENPROF. Mário Nogueira argumenta que "as escolas deviam encerrar agora" e que deve caber aos especialistas analisar o tempo necessário para que as escolas se mantenham encerradas. "Se isto continua a disparar, com os casos de que hoje já se fala oficiosamente, isso é que não é possível reverter."

Trata-se de uma "situação extraordinária", frisa Mário Nogueira, argumentando que, cem anos depois da Gripe Espanhola, "temos informação e condições para resistirmos melhor do que resistimos há um século".

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