Escolas têm de fazer plano para recuperar o que não se aprendeu na pandemia

Governo quer recuperar o tempo perdido e enviou, esta quarta-feira, uma série de recomendações às escolas para o novo ano letivo.

As escolas portuguesas vão ter de fazer um plano para recuperar e consolidar as aprendizagens perdidas no último ano letivo com a pandemia e a ida dos alunos para casa, sem aulas presenciais e ensino à distância.

Um plano que deve ter ações a desenvolver de forma mais "intensiva" nas primeiras cinco semanas de aulas, com a hipótese das escolas gerirem de forma "mais flexível" o currículo.

Estas são algumas das medidas previstas num documento de 51 páginas que o Ministério da Educação enviou às escolas, lido pela TSF, com "Orientações para a Recuperação e Consolidação das Aprendizagens ao Longo do Ano Letivo de 2020/2021".

Logo no início do documento o Governo admite que " houve aprendizagens que não se desenvolveram e alunos que tiveram menos capacidade de acompanhar os colegas", bem como que " esta crise impacta noutras dimensões críticas para o sucesso escolar", o que vai gerar novos desafios no reinício das aulas.

Cada escola vai ter a possibilidade de adaptar não apenas os currículos, mas também a sua organização e ter respostas pedagógicas específicas.

"A recuperação e consolidação das aprendizagens deve ocorrer durante todo o ano letivo, com especial incidência no período inicial de cinco semanas".

O objetivo deve ser ajudar todos os alunos, mas em especial os que "tiveram maiores dificuldades de contacto e de acompanhamento das atividades promovidas pela escola", à distância, "no ano letivo 2019/2020".

O Plano de Atuação para o novo ano letivo, a ser feito por cada escola, deve garantir o sucesso da transição ou no regresso ao ensino presencial, mas também deve prever os passos necessários caso o ensino tenha de voltar, a qualquer momento, a ser feito a partir de casa, sendo preciso fazer um diagnóstico das competência digitais dos alunos.

Por outro lado, "as escolas deverão identificar o conjunto de conhecimentos, capacidades e atitudes não abordados ou não consolidados por parte dos alunos, considerados indispensáveis, relevantes e significativos em cada área disciplinar".

Indo mais longe, o documento do Ministério admite que cada escola pode organizar "percursos individualizados" para diferentes grupos de alunos na sala de aula. O objetivo é recuperar as aprendizagens perdidas durante a pandemia.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de