Esmagadora maioria dos portugueses quer manter escolas fechadas

Mais de 80% dos inquiridos da sondagem da Aximage para a TSF, JN e DN defende a reabertura só a partir de 15 de março. O teletrabalho também gera unanimidade, com 75% a exigirem aos patrões compensação pelas despesas domésticas.

Numa altura em que se discute a vários níveis a reabertura das escolas, a população portuguesa defende que os estabelecimentos de ensino continuem encerrados até 15 de março, pelo menos. Uma sondagem feita pela Aximage para a TSF, o JN e o DN indica que 82% da população considera que, a manter-se a quebra de números diários da Covid-19, o Governo deve alargar o encerramento de escolas até à primeira quinzena do próximo mês.

Apenas 15% dizem que o Governo não deve prolongar o encerramento dos estabelecimentos de ensino. Os que admitem o regresso das aulas presenciais em março são 27%, enquanto 15% dizem crer que as escolas ficam fechadas até ao verão.

Os mais pessimistas são a população ativa entre os 35 e os 49 anos

Nota negativa para o Governo

No que diz respeito à forma como o Governo preparou o ensino à distância, 40% dos inquiridos consideram que a atuação do Executivo foi má ou muito má. Cerca de 29% dizem que esteve bem ou muito bem e 28% respondem "assim-assim".

Mais negativa ainda é a visão sobre o potencial do ensino à distância. Mais de metade (54%) consideram que a aprendizagem fora das salas de aula é pouco ou nada rentável para os alunos. Cerca de 24% entendem que os estudantes podem tirar algum rendimento deste método de ensino.

Os mais otimistas neste capítulo são os eleitores do PS e do PAN.

Teletrabalho não abrange todos

De toda a população inquirida neste estudo, apenas 24% está em teletrabalho. Existem 27% de pessoas a trabalhar no local habitual, enquanto os restantes são desempregados, pensionistas ou domésticos.

Dos que estão em teletrabalho, a maioria (52%) não tem filhos em idade escolar. Dos que estão em casa a trabalhar com filhos ao lado, 22% garante que a qualidade do trabalho diminuiu, 19% exclama que não sabem para onde se virar e 13% afirma que os filhos, e eles próprios, estão tristes.

Patrão a partilhar despesas

Os inquiridos foram também questionados sobre as despesas domésticas motivadas pelo teletrabalho. Entre aqueles que se encontram a trabalhar em casa, 74% asseguram que as despesas aumentaram, 23% dizem que as despesas se mantiveram e 2% respondem que passaram a ter menos despesas domésticas ao estarem em teletrabalho.

Em todo o universo de entrevistados (incluindo os que não estão em teletrabalho), 75% defendem que as empresas devem compensar os teletrabalhadores pelo aumento das despesas. No que diz respeito ao subsídio de refeição, 63% consideram que ele deve ser pago por inteiro a quem está a trabalhar em casa e 21% defendem um pagamento parcial. Cerca de 14% afirmam que não se deve pagar subsídio de refeição a quem está em teletrabalho.

Ficha técnica:

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, o JN, e o DN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com o teletrabalho e o fecho de escolas.

O trabalho de campo decorreu entre 17 e 20 de fevereiro. Foram recolhidas 822 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro de 3,4%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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