Especialistas propõem plano de quatro níveis para levantamento de restrições. Conheça-o aqui

Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, defende que o mais prudente é mesmo manter as medidas de proteção individual enquanto se aposta na vacinação.

Raquel Duarte, especialista da ARS Norte e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, apresentou, esta terça-feira, a proposta de continuidade para o Plano de Redução das Medidas Restritivas de Controlo da Covid-19, numa reunião com peritos sobre a situação epidemiológica em Portugal, na sede do Infarmed, em Lisboa.

Os especialistas compararam os casos do Reino Unido, que já suspendeu as medidas restritivas contra a Covid-19, e de Israel, que tomou uma posição mais cautelosa (com certificado digital, máscaras em espaços fechados, e controlo de fronteiras), para definir uma proposta de plano para a redução das restrições em Portugal.

É proposto criar quatro níveis de segurança, de acordo com a vacinação da população, entre os quais haverá um progressivo levantamento de restrições (com o nível 1 a corresponder ao momento atual e o nível 4 ao momento em que for atingida a imunidade de grupo - com cerca de 85% da população vacinada, percentagem que pode, contudo, ter de vir a ser ajustada).

CONSULTE AQUI O DOCUMENTO DE APRESENTAÇÃO DO PLANO DE REDUÇÃO DE RESTRIÇÕES

Para qualquer nível, explica Raquel Duarte, deve haver três regras fundamentais: ventilação e climatização adequada nos espaços fechados (com a especialista a frisar que é preciso planear este aspeto para o próximo outono/inverno), a utilização do certificado digital por rotina e a autoavaliação de risco (isto é, cada pessoa deve estar a par dos perigos da vacinação incompleta, dos contactos de risco e da frequência de espaços com muitas pessoas).

Nesta linha, os especialistas propõem várias medidas gerais para as diferentes áreas da sociedade, cumprindo sempre as regras básicas do distanciamento físico, o uso de máscara em ambiente fechado e eventos públicos, e evitando aglomerações não controladas.

É proposta a manutenção do controlo de mobilidade nas fronteiras marítimas, terrestres e aéreas.

Em termos laborais, deve manter-se o desfasamento de horários e o teletrabalho sempre que possível.

Ao nível da restauração: o número permitido de pessoas de pessoas à mesa, em ambiente interior e exterior, deve aumentar conforme o nível de segurança.

Os grandes eventos em espaço delimitado devem ter definidos circuitos de circulação e lugares para casa pessoa, de modo a cumprir-se o distanciamento físico. Se os eventos forem em espaço não delimitado, não devem ocorrer, pelo menos durante a vigência dos níveis 1 e 2 de segurança.

A lotação nos eventos de grandes dimensões deverá também aumentar conforme os níveis de segurança avancem.

Em relação aos transportes públicos, mais uma vez, é sublinhada a aposta na climatização (com aparelhos de filtração do ar e monitores de CO2, ou, quando isso não for possível, a manutenção das janelas abertas), a promoção do distanciamento físico e o uso obrigatório de máscara.

Pelo contrário, na circulação na rua, ao ar livre, a máscara deve poder cair a partir do nível 2 de segurança (à exceção das situações em que não é possível cumprir o distanciamento físico).

Foram ainda mencionados os casamentos e batizados em ambiente fechado, cuja capacidade e lotação aumentarão também ao longo dos níveis de segurança.

Já na praia e campismo, deve manter-se o distanciamento físico e o uso de máscara em espaços comuns (como bares) ou em situações de aglomeração, assim como deve ser limitado o número de pessoas por metro quadrado.

Para os especialistas, o mais prudente é mesmo manter as medidas de proteção individual enquanto se aposta na vacinação.

Notícia atualizada às 12h47

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