"Está nos nossos horizontes." Vila Real admite pedir declaração de estado de calamidade

O autarca de Vila Real afirma, em declarações à TSF, que os prejuízos ainda estão a ser avaliados, numa altura em que já há "outro incêndio à porta", que lavra na Serra do Marão.

Pelo menos quatro mil hectares arderam em Vila Real nos últimos dois dias. As contas são da câmara municipal, que avisa que este número ainda pode subir, uma vez que os prejuízos do fogo ainda estão a ser avaliados. Rui Santos, presidente do município, revela, em declarações à TSF, que, nesta altura, há já um novo incêndio a preocupar as autoridades, na Serra do Marão.

Relativamente ao fogo que se prolongou nos últimos dois dias, Rui Santos admite pedir também a declaração de estado de calamidade.

"Essa solicitação está nos nossos horizontes, mas primeiro temos que ter uma perceção mais exaustiva daquilo que se passou nestes últimos três dias. Queremos ter a perceção de quais são, em concreto, os prejuízos para, depois, junto de outras entidades, nomeadamente o Ministério da Agricultura e o ICNF, podermos perceber se se justifica ou não acionar, tal como aconteceu na Serra da Estrela, o estado de calamidade", explica, adiantando que "a principal preocupação [nos últimos dias] foi controlar este incêndio, até porque temos à porta já um outro incêndio".

"A Serra do Marão é partilhada por vários municípios e durante a noite lavrou na Serra do Marão um incêndio com alguma intensidade, vindo de Mesão Frio", acrescenta.

Na segunda-feira, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, adiantou que o Governo vai declarar o estado de calamidade na sequência do incêndio que afetou a Serra da Estrela, mas remeteu a definição dos territórios englobados e dos prazos do mesmo para um Conselho de Ministros a realizar.

Pouco depois, o presidente do Município de Ourém disse esperar que também seja decretado o estado de calamidade naquele concelho do distrito de Santarém.

Mais de 80 concelhos dos distritos de Vila Real, Aveiro, Bragança, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro apresentam esta terça-feira perigo máximo de incêndio, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também vários ​​​​​​​concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural.

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