Estado vai investir 500 milhões de euros por ano na gestão dos fogos florestais

O ministro João Pedro Matos Fernandes revelou à TSF as principais linhas do novo Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais. O grande objetivo é reduzir em 80% as ignições.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática anunciou, esta manhã, que está previsto um investimento do Estado de 500 milhões de euros por ano na gestão integrada de fogos florestais. Em declarações à TSF, o ministro João Pedro Matos Fernandes revelou que a verba será aplicada à prevenção de incêndios nos próximos dez anos, seguindo o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, que é apresentado esta quinta-feira.

Entre as várias metas definidas no plano nacional para a luta contra o fogo, o grande objetivo passa por reduzir para metade a área ardida anualmente.

Matos Fernandes indica que é preciso baixar em 80% o número de ignições, sobretudo "nos dias de maior risco de incêndios", com "mais vigilância e mais dissuasão", reduzindo assim as queimas e as queimadas, que continuam a ser "as principais razões de fogo".

Depois da ocorrência de grandes incêndios, o ministro sublinha que a prioridade será a reflorestação - mas com regras. "Quando os incêndios têm mais de 500 hectares, temos de ter a certeza de que as áreas ardidas terão sempre um plano de recuperação que será devidamente executado", frisou.

O novo Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais será dividido em cinco planos regionais - conduzindo, lentamente, à extinção dos planos municipais, que o ministro reconhece não serem suficientemente eficazes. "Com o tempo, os planos municipais serão cada vez menos importantes", notou o ministro.

Para Matos Fernandes, o ponto em que é necessário apostar é a ligação às associações de proprietários, que considera ser da maior relevância. "A participação dos privados é fundamental, no sentido em que 97% da área florestal em Portugal pertence a privados. Temos que ter uma coligação com os donos da terra", expressou.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática quer ter o cadastro de terras concluído dentro de três anos, mas para já, outras medidas serão avançadas. "Já este ano, através dos fundos para floresta, vamos ter um programa grande para a reflorestação, para substituição de espécies (por outras mais adaptadas ao território português) para, dessa forma, conseguirmos um Portugal muito mais resistente e resiliente ao fogo"

O Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais promete ainda um novo modelo de governação, que passa também pelo reforço do rendimento da floresta e pela valorização dos espaços rurais.

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