Estado vai pagar o salário de trabalhadores que queiram estudar

A medida é uma promessa do PS inscrita no último programa eleitoral.

O Estado vai pagar o salário de trabalhadores que queiram estudar. A notícia é avançada, esta sexta-feira, pelo jornal Expresso, que revela que esta licença para trabalhadores interessados em melhorar competências vai ter custo zero para as empresas e será financiada por fundos europeus.

A atribuição das licenças é uma forma de aplicar os dinheiros europeus nos apoios a trabalhadores e empresas, mas o Expresso garante que o programa tem mais medidas, que incluem as áreas dos transportes e habitação e matérias fiscais.

Esta medida, em particular, é uma espécie de licença sabática: o trabalhador vai estudar e o Estado financia o salário do funcionário através dos fundos europeus, sem custos para as empresas.

Trata-se de uma promessa do PS inscrita no último programa eleitoral. Na altura, os socialistas prometiam a criação de um programa de licenças para formação que permitisse a requalificação de pessoas ao longo da vida, com a possibilidade de substituir os trabalhadores que estejam fora a estudar.

A medida faz ainda parte de um acordo assinado esta semana entre patrões, Governo e a UGT, para incentivar a formação profissional com um orçamento de 5,5 mil milhões de euros, negociações que estão a decorrer em paralelo à discussão orçamental feita com os parceiros parlamentares.

O Expresso escreve que o objetivo de António Costa é "aumentar o rendimento disponível das famílias" através do "reforço das políticas públicas".

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social confirmou ao jornal que as negociações estão em curso em sede de concertação social. Ana Mendes Godinho afirma que "a lógica é promover um triângulo que passa pela valorização dos trabalhadores no mercado de trabalho, a promoção da conciliação da vida familiar e profissional e o reforço das políticas públicas que permitam o aumento dos rendimentos das famílias, sobretudo as mais jovens"

Ouvido pela TSF, José Abraão, sindicalista da FESAP, elogia a medida, mas prefere esperar para ver os resultados.

Isabel Camarinha, a dirigente da CGTP, em entrevista à TSF, diz não vislumbrar nada de novo na proposta que considera cheia de alçapões.

Para Isabel Camarinha, o que se sabe quanto às licenças sabáticas é vago.

A proposta foi bem acolhida por Carlos Silva. O dirigente da UGT considera que a decisão acertada pode beneficiar 30 mil jovens.

Os patrões consideram a proposta favorável. Ainda assim, Ana Vieira, secretária-geral da confederação do comércio e serviços de Portugal realça que não é fácil acomodar formação prolongadanas pequenas empresas.

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