Estafetas da Uber Eats e Glovo querem criar cooperativa para fazer entregas

Condutores da Uber Eats e Glovo querem lutar contra o trabalho precário.

"Vamos criar uma cooperativa de estafetas? Uma coopcycle em Lisboa." A ideia foi lançada num evento no Facebook e a reunião acontece esta quinta-feira, às 17h00, em Lisboa.

Nuno Rodrigues, de 30 anos, trabalhou alguns meses como estafeta da Glovo. A experiência no terreno, mas também a formação académica - Nuno é bolseiro de investigação na área de tecnologia e tem ligação ao desenvolvimento de plataformas - serviram de inspiração para o encontro desta quinta-feira.

O objetivo, diz, "passa por perceber se existe um conjunto de pessoas disponíveis de criar uma cooperativa", onde se criem relações diretamente com os parceiros. Nuno Rodrigues explica que a ideia é usar a coopcycle, uma a plataforma eletrónica que já é utilizada em várias cidades europeias.

A grande vantagem desta plataforma, explica Nuno Rodrigues, ​​​​​​​está na união entre o produtor e o consumidor, o que vai permitir aos estafetas gerir de forma autónoma o que ganham com o trabalho, já que agora são as plataformas intermediárias, como a Uber ou a Glovo, que ficam com esses ganhos.

O responsável lembra que "muitas pessoas trabalham entre 10 a 12 horas", um trabalho precário, em que não há subsídios, seguros de trabalho, nem remuneração justa, não havendo qualquer salário mínimo, nem à hora.

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