"Estamos a ser o bode expiatório." Empresas apelam rigor ao Governo nas restrições à pirotecnia

Em declarações à TSF, Carlos Macedo, da Associação Nacional de Empresas de Pirotecnia e Explosivos, apelou a "uma aplicação da legislação e dos regulamentos com consciência e não permita uma expressão com uma determinada cobardia".

As empresas de pirotecnia dizem estar a ser o "bode expiatório" de centenas de espetáculos de fogo-de-artifício, que foram cancelados devido às proibições decretadas pelo governo na sequência do risco de incêndios florestais.

O presidente da Associação Nacional de Empresas de Pirotecnia e Explosivos disse, em declarações à TSF, que o ano começou bem, mas o verão está muito aquém do esperado. Carlos Macedo explica que a onda de calor e os incêndios criaram restrições que estão a deixar o setor em dificuldades.

"Estamos mais uma vez a acumular stocks porque as câmaras estão a cancelar o fogo-de-artifício, conforme diz a lei, 48 horas antes, e obviamente, já temos tudo preparado para fazer os espetáculos pirotécnicos", lamentou.

Carlos Macedo apela ao governo para que restrições sejam aplicadas com rigor. "Apelamos a que haja uma aplicação da legislação e dos regulamentos com consciência e não permita uma expressão com uma determinada cobardia, porque não se sabe se vai estar calor ou a chover e, na dúvida, proíbe-se" o lançamento de pirotecnia.

O presidente da associação dos serviços pirotécnicos e de explosivos diz mesmo que não pode aceitar a proibição de um fogo de artificio numa praia ou num centro urbano e afirma que nesses locais o risco de incêndio florestal é nulo.

Carlos Macedo que as empresas que resistiram aos dois anos de pandemia estão a viver novamente com dificuldades financeiras graves devido às centenas de espetáculos de pirotecnia cancelados este verão.

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