"Estão todos bem." Suspeitos de hepatite só serão confirmados quando se souber a origem

Paula Vasconcelos, da Gestão de Emergências em Saúde Pública da DGS, garante que as seis crianças tiveram "uma evolução muito rápida".

Todas as seis crianças com suspeitas de sofrerem de hepatites atípicas estão bem. Paula Vasconcelos, da Gestão de Emergências em Saúde Pública da Direção-Geral da Saúde (DGS), explica a definição oficial de casos suspeitos e compara com a Covid-19.

"Até sabermos o que era, andámos a dizer que os suspeitos eram uma pneumonia. Neste momento estamos na mesma", avisa garantindo que apenas quando se souber a origem da doença se poderá dizer "que são casos confirmados disto ou daquilo". Isto quer dizer que todos os casos que existem no mundo são suspeitos.

Sobre as crianças que foram consideradas casos suspeitos, Paula Vasconcelos confirma que a evolução é positiva: "Estão todos bem. Todas as crianças que têm sido consideradas ou identificadas como casos suspeitos têm tido uma evolução muito rápida, recuperado todos os valores analíticos ou de outros que sugerissem que estavam doentes. O que significa que já não estão doentes."

No entanto, "a informação durante o estado em que estiveram doentes é muito importante reportar a nível europeu, porque estamos a contribuir para investigação europeia do que se está a passar" e nenhuma criança está hospitalizada por suspeita de infeção por hepatite.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu esta sexta-feira uma visita a Portugal em que veio avaliar a forma como o país respondeu à pandemia. O que mais impressionou os especialistas da OMS foi a confiança dos portugueses na vacinação contra a Covid-19 e nas autoridades de saúde, bem como o próprio Serviço Nacional de saúde, que ofereceu cuidados gratuitos a todos, incluindo, por exemplo, aos refugiados.

"Foi também identificado que as pessoas se dobraram para fazer o seu trabalho. E até que ponto cabe a Portugal repensar como que reestruturar os seus serviços de saúde e os recursos humanos. Não só para evitar o burnout - prevenir isso -, mas também ajudar para futuras emergências. Como utilizar os recursos que Portugal tão bem improvisa perante crises. Portanto, usar aquilo que aparentemente dizemos nós nos desenrascamos, como é que isso passa a ser parte do processo e parte daquilo que é a nossa maneira de trabalhar", explica Paula Vasconcelos.

As conclusões da visita da OMs a Portugal devem ser conhecidas até ao final do mês, na assembleia geral da organização.

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