Estrangeiros aguardam números da pandemia para marcar casamentos no Algarve

Os casamentos têm sido adiados e os que estão marcados para o fim do verão fazem depender os eventos do estado da pandemia em Portugal.

O casamento de estrangeiros no Algarve é um mercado que nos últimos anos tem crescido muito e levado à criação de empresas que se dedicam apenas a este negócio. Um negócio de milhões.

Irlandeses, britânicos mas também alemães e suíços escolhem a região para casar pelo seu clima e por ser uma zona situada à beira mar.

Mas este ano, com a pandemia, as empresas têm estado praticamente paradas. A maior parte dos estrangeiros que escolhiam o Algarve para casar, muitos deles em cerimónias religiosas, adiaram o evento para o ano.

Poucos cancelaram as iniciativas e alguns ainda mantêm as datas marcadas a partir do mês de agosto. No entanto, as empresas que organizam estes casamentos estão receosas com a imagem que o País possa estar a passar para fora." Até há pouco tempo estávamos com esperança de fazer alguns casamentos em setembro e outubro e talvez um ou dois em Agosto", afirma Carla Valentim. Esta wedding planner, da empresa Sonho a Dois revela que nesta altura já tem dúvidas" Com o número de casos [de infeção] que está a acontecer a imagem do País já está a piorar", lamenta. " Eles querem vir e casar mas...vamos ver."

Considera também que as regras da DGS quanto a estes eventos ainda não são muito claras, sobretudo para o período pós almoço ou jantar, quanto aos procedimentos a ter na festa propriamente dita.

À volta destas empresas que planeiam ao pormenor os casamentos há muitas outras que estão sem trabalho há vários meses." Hotéis, quintas, transporte dos noivos e dos convidados, cabeleireiros, maquilhadoras, floristas, empresas de decoração, fotógrafos...", enumera.

Carla Valentim estima que, só na sua empresa, os prejuízos somem muitos milhares de euros. Este ano, se não fosse a pandemia, já tinha cento e vinte e três casamentos agendados entre abril e outubro. " 2020 ia ser um ano muito, muito bom. Ia ser espetacular", lamenta. No entanto acredita que a situação epidémica melhore. "2021 também vai ser bom", afirma esperançosa.

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