Estudantes do Ensino Superior queixam-se de falta de quartos a preços acessíveis

Jovens exigem apoio para alojamento baseado no valor das rendas das cidades.

Os estudantes queixam-se da falta de quartos a preços acessíveis e defendem que os apoios para alojamento deviam ter em conta o rendimento das famílias e o valor das rendas da cidade onde estudam. O alojamento estudantil voltou a ser um dos assuntos analisados por estudantes de instituições de ensino superior de todo o país que este fim de semana estiveram reunidos em sede de Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA). João Videira, presidente da Federação Académica do Porto, diz que o Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior Estudantil, que disponibilizou este mês mais 600 camas, é insuficiente.

"É uma gota no oceano. Só no Porto temos, por exemplo, 23 mil estudantes deslocados e 1300 camas de oferta pública", explicou à TSF João Videira.

Quando não há quartos disponibilizados pelo Estado, aos alunos resta procurar no privado e aí os preços são quase incomportáveis, mesmo para quem recebe um complemento de alojamento, um apoio que aumentou este ano de 130 para 174 euros.

"Este mesmo complemento acaba por não chegar para fazer face às despesas de alojamento no Porto, em Lisboa e em alguns outros centros urbanos", sublinhou o presidente da Federação Académica do Porto.

O financiamento das instituições de ensino superior, os diferentes valores das propinas e os apoios de ação social foram outros dos assuntos abordados pelo Movimento Associativo Nacional.

Os estudantes defendem ainda que o financiamento das instituições deve ser definido com base numa nova fórmula que parte de três pontos essenciais: as despesas base das instituições; indicadores de desempenho e qualidade e, finalmente, uma verba que contemplasse planos de médio e longo prazo.

No decorrer do Encontro Nacional, os estudantes alertaram ainda para o facto de atualmente haver uma dependência extrema nos fundos comunitários europeus, nomeadamente no que toca aos apoios para a Ação Social.

A saúde mental foi outro dos temas debatidos no encontro em que os estudantes voltaram a chamar a atenção para a necessidade da existência de Gabinetes de Apoio Psicológico e de políticas de educação das comunidades.

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