"Um rapaz foi assassinado. Isso é que é grave". Capelão não terá sido "devidamente esclarecido"

Januário Torgal Ferreira, bispo emérito das Forças Armadas e Segurança, disse à TSF que acredita que o capelão da Marinha não terá sido "devidamente esclarecido".

O bispo emérito das Forças Armadas e Segurança, Januário Torgal Ferreira, saiu em defesa do capelão da Marinha, Licínio Luís, que foi exonerado esta terça-feira.

Na opinião do bispo emérito, Licínio Luís não terá sido "devidamente esclarecido" quando fez uma publicação a criticar o chefe do Estado-Maior da Marinha, Henrique Gouveia e Melo.

"O que foi grave no meio de tudo isto foi um rapaz ser assassinado. Isso é que é grave. Há um comentário que é muito delicado e que eu acho que deve ter sido muito a quente. Porque o problema não foi os rapazes terem ido beber um copo. Eu posso beber um copo. O que eu não posso é agredir alguém. O que eu não posso é matar alguém. O que eu não posso é violentar alguém. Dá-me a impressão de que o capelão não terá sido devidamente esclarecido", disse Januário Torgal Ferreira à TSF.

O bispo emérito também acredita que Gouveia e Melo defendeu "a grandeza e a honra do seu ramo", mas, questionado sobre se a exoneração se justifica, Januário Torgal Ferreira não dá opinião: "Eu não vou dizer nada disso. Tudo deve ser com compreensão. A gente sabe lá a afirmação que foi feita a quente. Eu sou muito amigo do capelão que fez essa afirmação. Eu gostaria, se fosse eu a tê-la proferido, que houvesse um colega, neste caso um bispo, com a maior compreensão como a que eu tenho. Gostava de saber o contexto. Agora, é um comentário feito diante de um senhor almirante, chefe do Estado-Maior, que julga e avalia o assassinato de um rapaz da polícia perpetrado por gente da sua casa."

Recorde-se que o capelão da Marinha, entretanto exonerado, tinha reagido, nas redes sociais, às declarações de Gouveia e Melo, que tinha dito que não queria "arruaceiros" na Marinha.

"Quem não o fazia. É selvagem por isso? O senhor almirante nunca foi para a noite? Nunca bebeu uns copos? Juízo com os nossos julgamentos. Aguardemos pelas investigações. Os nossos jovens têm direito a serem respeitados. Os jovens da PSP estavam no mesmo âmbito e alcoolicamente tão bem-dispostos como os nossos. Juízo com os nossos julgamentos", referiu o capelão numa publicação já apagada.

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