Europa quer "bolhas familiares" e trabalhadores mais tempo em casa antes e depois do Natal

Comissão define caminhos que os países devem seguir para evitar o escalar da pandemia.

A Comissão Europeia pede aos governos que aconselhem as empresas a permitirem que mais funcionários trabalhem a partir de casa antes e depois do Natal e do Ano Novo.

Esta é uma das dezenas de recomendações divulgadas hoje num documento de Bruxelas com a estratégia que os Estados europeus devem seguir na época festiva.

A ideia de permitir que os funcionários trabalhem mais tempo em casa é levar os trabalhadores a ficarem numa espécie de quarentena antes da reunião com a família, mas também depois, previamente ao regresso às empresas no início de 2021.

O ideal, diz a Comissão, é que esse período extra em casa, ou em qualquer outro sítio onde o trabalhador vá passar a época festiva, se prolongue por mais sete dias antes e mais sete dias depois do habitual regresso à empresa.

Outra proposta feita aos países é existam uma espécie de "bolhas familiares", ou seja, que as famílias passem a época festiva sempre com as mesmas pessoas, evitando 'misturas' e reduzindo, assim, os contactos sociais.

Para as escolas a recomendação é prolongar para lá do habitual, em janeiro, as férias escolares ou avançar com aulas pela internet no início do ano. O objetivo é evitar a importação de infeções para as salas de aula.

A Comissão Europeia sublinha que as previsões apontam para que o levantamento das medidas restritivas aplicadas nos diferentes países europeus a 7 de dezembro faça aumentar as hospitalizações por covid-19 nos dias próximos do Natal.

Se esse levantamento for mais tardio, a 21 de dezembro, os hospitais começarão a senti-lo na primeira semana de 2021.

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