Eurorregião Porto-Galiza recebe um milhão de euros para Caminho de Santiago da Costa

O Turismo Norte e Porto quer "cruzar os Caminhos de Santiago com outros produtos turísticos" como o património, a gastronomia, os vinhos e a natureza.

O Governo atribuiu um milhão de euros para o Caminho de Santiago da Costa, que vai do Porto até Valença. A reabilitação do património histórico e cultural é o principal alvo deste investimento que vai percorrer 138 quilómetros.

Foi a segunda certificação entregue a um Caminho Português de Santiago que levou à atribuição da verba. O facto foi assinalado com uma viagem que reuniu representantes dos dez municípios portugueses, que são atravessados por esta rota, e a responsável pelo Turismo da Galiza.

Sobre a utilização deste valor para a promoção do território, Luís Pedro Martins, presidente da Turismo Norte e Porto destacou a vontade de "querer cruzar os Caminhos de Santiago com outros produtos turísticos" como o património, a gastronomia, os vinhos e a natureza: "São várias as motivações dos peregrinos e nós queremos que eles saibam o que é que existe nessas proximidades".

A verba vai servir para desenvolver as regiões com a melhoria da sinalização e do acolhimento a peregrinos. Luís Pedro Martins destaca as expectativas para o crescimento turístico, depois das perdas provocadas pela pandemia, alicerçadas à atribuição do apoio. A este respeito, refere que "o Porto e Norte crescia 10% acima da média nacional na altura em que veio a pandemia e nós acreditamos que vai ser possível em 2022 chegar bem próximo destes valores. Todos os indicadores assim o apontam - também a procura das companhias de aviação pelo Porto e Norte está-se a acentuar de dia para dia".

A necessidade de aproveitar o potencial para o desenvolvimento sustentável não foi esquecida. Nava Castro, diretora da Turismo da Galiza sublinha que, para o valor do património natural desta eurorregião, "temos que continuar a avançar com a transição ecológica e a eficiência energética." E acrescenta que, "depois de todo o caminho que já percorremos, tem que se dar lugar à natureza porque o Caminho de Santiago possibilita esse desenvolvimento sustentável. Além disso, gera riqueza o que também é uma grande oportunidade de destaque, quer para Portugal, quer para Espanha na zona da Galiza".

A representante galega refere ainda que "o Caminho de Santiago tem a capacidade de contribuir para o desenvolvimento económico, de fixar população e de dar oportunidades aos meios rurais para se desenvolverem, de cuidar do nosso património e de aproveitar tudo o que oferece". Nava Castro recorda também que o Caminho de Santiago pode ser feito a pé, de bicicleta ou a cavalo, o que, por si só, se revela de clara vantagem para o desenvolvimento económico local e também para os peregrinos.

A certificação surge de um trabalho conjunto entre o governo espanhol e a república portuguesa. O processo de união da região do Porto e da Galiza tem vindo a desenvolver-se desde 2015, altura em que se assumiu este trabalho conjunto.

O Caminho de Santiago da Costa estabelece uma colaboração regional entre os concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença.

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