Évora, onde Ventura ficou em segundo lugar. PS causou uma "alteração dos votos"

Em Évora, Marcelo Rebelo de Sousa, obteve 54,70% dos votos e André Ventura conseguiu o segundo lugar, com 16,76% dos votos. O autarca Carlos Pinto de Sá diz-se preocupado, mas não surpreendido com os resultados, e deixa críticas ao PS.

André Ventura conquistou muitos votos entre os alentejanos de Évora. A notícia deixa preocupado o autarca da capital de distrito. O comunista Carlos Pinto de Sá revelou à TSF que esperava melhores resultados do candidato João Ferreira, mas não foi completamente surpreendido com a votação no líder do Chega.

"Fiquei sobretudo preocupado. Devo dizer que não fiquei muito surpreendido. Os valores que verifiquei não se afastam muito daquilo que eu esperava. Confesso que no Alentejo pensava que o João Ferreira pudesse ir mais longe e que outros candidatos pudessem ter menos votos."

O autarca salienta que "estamos a viver uma pandemia e que, em muitos concelhos e freguesias do Alentejo, houve muita gente que não pôde votar", o que empobreceu os números do candidato comunista. "Mesmo no concelho de Évora, verifico que duas ou três freguesias onde a pandemia é mais forte o nível de abstenção é muito significativo, e isto naturalmente penalizou João Ferreira e outros candidatos de esquerda", assegura Carlos Pinto de Sá.

O presidente da Câmara de Évora admite que muito se alterou na distribuição dos votos mas não acredita que os comunistas alentejanos tenham contribuído para os resultados de André Ventura. A responsabilidade recai, em parte, no PS, analisa Carlos Pinto de Sá. "O Partido Socialista não compareceu a este combate eleitoral, e, face a esta situação, há uma alteração substancial na direção dos votos."

André Ventura "não só recolhe os votos da extrema-direita, que agora está reagrupada e que procura reagrupar em torno do candidato que o representa e de um partido e que o representa, como algumas franjas de votos da direita, do PS e muito pouco ao nível do PCP", analisa o autarca alentejano.

Carlos Pinto de Sá acredita, no entanto, que a esquerda conseguirá fazer face ao discurso populista. "Esperava, e continuo à espera, de que haja capacidade, por parte dos partidos de esquerda e de quem defende os direitos dos trabalhadores, de fazer passar a sua mensagem e de desmascarar este populismo que, não é apenas preocupante, mas perigoso para o regime democrático", conclui.

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