Excesso de força em festejos do Sporting sob investigação. "Não há razão para censura da PSP"

A inspetora-geral da Administração Interna afirma que não há "globalmente" censura a fazer à atuação da PSP durante os festejos dos adeptos do Sporting. Três casos de eventual força excessiva estão a ser investigados.

A inspetora-geral da Administração Interna, Anabela Cabral Ferreira, admite que pode ter existido um ou outro caso de excesso de uso de força, por parte da polícia, no caso dos festejos do Sporting, em maio deste ano. A responsável considera, no entanto, que não existe motivo para censura geral da atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP).

"É evidente que há um ou outro caso em que poderá, eventualmente, ter havido excesso do uso da força. Isso está a ser apurado num processo disciplinar e está a correr os seus termos. Mas, genericamente considerando, entendemos que não há razão para censurar, do ponto de vista disciplinar, a Polícia de Segurança Pública", declarou a inspetora-geral da Administração Interna, esta quarta-feira, no Parlamenta.

Anabela Cabral Ferreira adiantou que houve duas queixas-crime "feitas por pessoas que estavam no Estádio e no Marquês" e decorre um outro processo disciplinar "aberto pela PSP e avocado pela IGAI," que partiu da queixa de um cidadão que parecer ter sido ferido com mais gravidade

"Se se chegarmos a conclusão de que há responsabilidade disciplinar avançaremos para proposta de processo disciplinar, poderemos chegar à conclusão que o facto aconteceu, mas não o podemos imputar a um agente, porque não sabemos quem foi,nesse caso, naturalmente a proposta será de arquivamento", explicou a IGAI.

A responsável pela IGAI adiantou ainda que vão passar a ser publicados online, os resultados de inquéritos sobre a atuação das forças de segurança, para melhor escrutínio e transparência.

Foi também esse o motivo invocado por Anabela Cabral Ferreira para ter participado na conferência de imprensa sobre os resultados do inquérito à atuação das forças policiais durante os festejos do Sporting, dado o "impacto que o caso teve junto da polpulação".

Ouvida, na Assembleia da República, a pedido do CDS-PP, Anabela Cabral Ferreira recusou também fazer qualquer avaliação dos protagonistas políticos, desde logo do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

"Todas as questões que se colocam relativas à responsabilidade do Sr. ministro da Administração Interna, do Sr. presidente da Câmara de Lisboa ou do Sporting Club de Portugal são algo que não é objeto do nosso inquérito. Portanto, o que temos de considerar é o quadro perante o qual a Polícia de Segurança Pública teve de atuar", referiu.

Na reunião, a inspetora-geral da Administração Interna recusou que tenha sido feito um "braqueamento"a propósito da atuação do ministro Eduardo Cabrita.

"Todos os factos ocorridos foram investigados e estão no relatório. Não há factos que tenhamos apurado e que não constem do relatório", sublinhou.

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