"Exigimos respeito." PSP e GNR na rua contra valor proposto para subsídio de risco

O Governo propõe um valor entre 80 e 100 euros. Os polícias consideram esse montante indigno e exigem um suplemento de perto de 430 euros, alegando que esta quantia já foi atribuída a outras forças policiais.

Já arrancou o protesto conjunto da PSP e GNR contra o valor do subsídio de risco proposto pelo Governo. A proposta do Executivo varia entre os 80 e os 100 euros, mas os sindicatos falam em valor indigno, e manifestam-se, a esta hora, junto ao Palácio da Ajuda, onde decorre o Conselho de Ministros.

O número de manifestantes não ultrapassa, neste momento, a centena. É um protesto silencioso, onde só se ouve a música do carro de som. Os agentes mostram cartazes com frases como: "A vida dos polícias importa", "Só não há dinheiro para os polícias", "Exigimos respeito".

Cristiano Correia, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, refere que o valor proposto pelo Governo "demonstra aquilo que é a forma ridícula da apresentação da proposta, que não chega aos 100 euros por ​​​​​​​mês".

"Entendemos que o nosso risco também tem de ser valorizado e só é valorizado se o valor for ao encontro das outras forças de segurança", acrescenta.

Armando Ferreira, do SINAPOL - Sindicato Nacional da Polícia, afirma que a PSP e a GNR "nunca viram reconhecido o risco da sua profissão" e relembra que estas forças policiais têm, todos os dias, "a missão de serviço de lidar com os perigos da sociedade e o inesperado risco".

Armando Ferreira adianta que vai haver, no próximo dia 21 de julho, uma nova negociação com o Governo, bem como outra manifestação. "Estamos determinados, não abdicamos de receber aquilo que outros já recebem", admite. "Não somos polícias de segunda. Temos direito a receber o risco", acrescenta.

Os polícias realizam esta quinta-feira duas concentrações, em Lisboa, para contestar a proposta do subsídio de risco apresentada pelo Governo e exigir um suplemento no valor de 430,39 euros, num protesto organizado em conjunto pela PSP e GNR.

Treze sindicatos da Polícia de Segurança Pública e associações socioprofissionais da Guarda Nacional Republicana juntaram-se numa plataforma para exigir um subsídio de risco idêntico a outras forças e serviços de segurança, como os inspetores da Polícia Judiciária e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

As concentrações estão marcadas para as 10h00 em frente ao Palácio da Ajuda, onde decorre a reunião do Conselho de Ministros, e às 17h00, na Praça do Comércio, junto aos ministérios da Administração Interna e das Finanças, onde será entregue um memorando conjunto com as reivindicações.

As três associações socioprofissionais da GNR e os 10 sindicatos da PSP consideram que o "valor da vida e integridade física" destes elementos das forças de segurança "não pode ser inferior ao de outras polícias" e recordam que as estatísticas indicam que a PSP e GNR "são as profissões em Portugal que mais mortes e agressões sofrem".

Este protesto, em que os organizadores apelam aos polícias para vestirem uma camisola preta, tem como objetivo manifestar o "completo desagrado com a proposta de suplemento de risco apresentado pelo Governo" e "sensibilizar a todos os cidadãos para a problemática" da remuneração dos polícias da PSP e militares da GNR.

Estas estruturas já avançaram que serão intransigentes na reivindicação do valor de 430,39 euros e alegam que este montante já foi atribuído a outras polícias.

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