"Extremamente grave." Trabalhadores do Minipreço em greve contra despedimentos e encerramento de lojas

Sindicato acusa a empresa de seguir uma política de salários de "de miséria" e de desinvestir nas lojas.

Os trabalhadores dos supermercados Dia/Minipreço estão esta quinta-feira em protesto contra o despedimento de cerca de 200 funcionários e o encerramento de 25 lojas em todo o país, o que põe em causa o futuro de muitas famílias, acusa o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). O plano da empresa passa por encerrar lojas nas regiões de Lisboa, Porto, Setúbal, mas também em Aveiro e Viana do Castelo, que vai ficar sem qualquer estabelecimento do grupo.

"Isto é extremamente grave e coloca em causa o futuro da empresa, assim como é altamente prejudicial tanto para as famílias como para os trabalhadores que, de um momento para o outro, vão ficar desempregados, numa fase com todas incertezas", afirma Valter Ferreira à TSF.

O sindicalista diz que a justificação apresentada pela empresa é "genérica" e prende-se com a "rentabilidade das lojas". Mas, para Valter Ferreira, a obrigação da empresa é "rentabilizar as lojas, valorizar o trabalho e os trabalhadores", o que não tem acontecido.

"Aquilo que a empresa tem feito nos últimos anos é precisamente o contrário, uma política de salários completamente de miséria", considera o responsável, que aponta também o dedo ao modelo de negócio. "Nesta altura, devia investir-se, rentabilizar e dar uma nova vida a estas lojas", ou seja, "investir no sentido de crescer e não de perder quota de mercado", defende.

A greve de 24 horas dos trabalhadores do grupo Dia inclui lojas, escritórios e armazém. Às 11h30, os trabalhadores concentram-se em Lisboa e no Porto.

Em resposta à agência Lusa, o grupo Dia admite estar "num momento complexo devido à conjuntura macroeconómica, mas garante estar empenhado em manter uma operação estável em Portugal".

"Sob esta premissa de solidariedade de todos para assegurar as melhores condições, a empresa confia que as decisões tomadas se revistam de um clima de colaboração e diálogo com todas as partes envolvidas", sublinhou.

O grupo disse ainda que o processo incluiu reuniões com todas as partes envolvidas, "num ambiente de respeito", acrescentando estar empenhado em manter "uma operação estável em Portugal, que permita a solvência de todos os que diariamente contribuem para atingir este propósito".

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